Carros que freiam sozinhos: como a tecnologia evita acidentes graves
Conheça os sistemas de frenagem automática de emergência e outras inovações que já equipam veículos no Brasil e podem salvar vidas nas estradas.
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A crescente preocupação com a segurança viária no Brasil impulsiona o debate sobre o papel da tecnologia na prevenção de acidentes. Enquanto a atenção do motorista é fundamental, inovações automotivas já disponíveis no país atuam como um verdadeiro anjo da guarda eletrônico, capazes de evitar colisões ou, ao menos, reduzir drasticamente suas consequências.
O principal recurso nesse cenário é o sistema de frenagem automática de emergência (AEB, na sigla em inglês). Pense nele como um copiloto que nunca se distrai. Utilizando uma combinação de sensores, radares e câmeras, o carro monitora constantemente a via à frente. Se um obstáculo, como um veículo parado ou em velocidade muito baixa, é detectado, a tecnologia entra em ação.
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Como a frenagem automática funciona
O processo geralmente ocorre em três etapas rápidas, projetadas para dar ao motorista a chance de reagir antes da intervenção mecânica. Primeiro, o sistema emite um alerta sonoro e visual no painel para chamar a atenção do condutor. Caso não haja nenhuma reação, como frear ou desviar, ele pode pré-carregar os freios para uma resposta mais rápida.
Se a colisão for iminente e o motorista continuar inerte, o sistema assume o controle e aplica a força máxima nos freios, de forma autônoma. O objetivo é parar o veículo completamente antes do impacto ou, se não for possível, diminuir a velocidade ao máximo para minimizar os danos e os riscos de ferimentos graves aos ocupantes.
Essa tecnologia faz parte de um conjunto maior de assistentes de condução, conhecido como ADAS (Advanced Driver-Assistance Systems). Outros recursos comuns que trabalham para aumentar a segurança incluem:
Controle de cruzeiro adaptativo: mantém uma distância segura do carro à frente, acelerando e freando sozinho.
Assistente de permanência em faixa: corrige a trajetória do volante se o carro começar a sair da pista sem que a seta seja acionada.
Alerta de ponto cego: avisa sobre a presença de outros veículos em áreas não cobertas pelos retrovisores.
Inicialmente restritos a carros de luxo, esses sistemas de segurança ativa estão se tornando cada vez mais comuns em modelos de entrada e intermediários no mercado brasileiro. Impulsionada por novas regulamentações e pela redução de custos, a tendência é que mais veículos saiam de fábrica equipados com essas ferramentas que podem, efetivamente, salvar vidas nas movimentadas rodovias do país.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.