Onde buscar ajuda: redes de apoio para mulheres vítimas de violência
Conheça os canais de denúncia, abrigos e grupos de acolhimento que oferecem suporte psicológico, jurídico e social para quem precisa recomeçar
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Relatos sobre violência contra a mulher, que ganham destaque na mídia e nas redes sociais, reforçam a urgência do debate sobre segurança. Diante desse cenário, conhecer os canais de denúncia e acolhimento é o passo fundamental para que vítimas possam romper o ciclo de agressão e encontrar suporte para recomeçar. Existem redes de apoio gratuitas e sigilosas em todo o Brasil.
O principal canal de denúncia é o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e a ligação é gratuita. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180 ou por e-mail, com atendimento disponível em Libras. A plataforma oferece escuta qualificada por uma equipe 100% feminina e orientação sobre os próximos passos, além de encaminhar as denúncias, que podem ser anônimas, para os órgãos competentes. Em situações de perigo imediato, o número 190, da Polícia Militar, deve ser acionado.
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A denúncia é o primeiro passo, mas o suporte contínuo é essencial para a reconstrução da vida da vítima. A rede de proteção vai muito além do registro da ocorrência e oferece acolhimento especializado em diversas frentes, garantindo apoio psicológico, jurídico e social.
Onde encontrar acolhimento e suporte
Para quem precisa de um lugar seguro, as Casas-abrigo oferecem moradia temporária e protegida para mulheres e seus filhos. Os endereços são sigilosos para garantir a integridade de quem está abrigado. O acesso a esses locais é geralmente feito por meio do encaminhamento de Centros de Referência, Delegacias da Mulher ou outros serviços da rede de atendimento.
Outro equipamento fundamental é a Casa da Mulher Brasileira, um espaço que integra no mesmo local diversos serviços especializados, como delegacia, juizado, promotoria, defensoria pública, além de equipes de apoio psicossocial e de promoção da autonomia econômica. A iniciativa facilita o acesso da vítima à rede de proteção e agiliza os atendimentos.
Os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) são pontos focais que integram diversos serviços. Nesses locais, a vítima encontra assistentes sociais, psicólogos e advogados que oferecem suporte completo para que ela consiga se fortalecer e superar a situação de violência.
Já as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) são unidades da Polícia Civil com equipes preparadas para o atendimento de casos de violência. Elas são responsáveis por investigar os crimes e solicitar medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar.
Para obter assistência jurídica gratuita, as Defensorias Públicas e os Núcleos de Prática Jurídica de universidades são o caminho. Eles auxiliam em processos de divórcio, guarda dos filhos e pensão alimentícia, garantindo que os direitos da mulher sejam respeitados.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.