Como o reajuste do INSS é calculado? Entenda a fórmula por trás
O valor do benefício não sobe de forma aleatória; saiba o que é o INPC e como a inflação do ano anterior impacta diretamente a sua aposentadoria
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O reajuste anual dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não é uma decisão aleatória do governo. O valor que aposentados e pensionistas recebem é corrigido com base em um indicador econômico específico, que mede a inflação do ano anterior, garantindo a reposição do poder de compra.
Essa correção é fundamental para milhões de brasileiros que dependem desses pagamentos. A fórmula utilizada busca equilibrar as contas públicas e, ao mesmo tempo, proteger os segurados da perda de valor do dinheiro causada pela alta dos preços de produtos e serviços essenciais.
O que define o valor do reajuste?
O principal fator para o cálculo é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de um a cinco salários mínimos, que representam a maior parte dos beneficiários do INSS.
O governo utiliza o valor acumulado do INPC do ano anterior para definir o percentual de aumento. Por exemplo, o reajuste aplicado em janeiro de um ano corresponde à inflação acumulada medida pelo INPC de janeiro a dezembro do ano que passou. A divulgação oficial do índice consolidado ocorre sempre no início de cada ano.
É importante entender que existem duas regras diferentes para o reajuste dos benefícios. Cada uma delas se aplica a um grupo distinto de segurados:
Benefícios de um salário mínimo: o reajuste segue a política de valorização do salário mínimo nacional, que considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro e um limite previsto no marco fiscal, podendo resultar em um aumento real, acima da inflação.
Benefícios acima do piso: para quem recebe mais que um salário mínimo, a correção é feita apenas com base na variação do INPC do ano anterior. Nesse caso, o objetivo é exclusivamente repor as perdas com a inflação, sem ganho real no valor do benefício.
Para ter uma ideia prática, em 2026 o reajuste dos benefícios acima do salário mínimo foi de 3,90%, correspondente ao INPC acumulado em 2025. Já para quem recebe um salário mínimo, o aumento foi de 6,79%, elevando o piso previdenciário para R$ 1.621.
Os novos valores reajustados começam a ser pagos no calendário de janeiro. Em 2026, os pagamentos iniciaram em 26 de janeiro para quem recebe até um salário mínimo e em 2 de fevereiro para benefícios acima do piso, seguindo a ordem do número final do benefício (sem considerar o dígito verificador).
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.