Golpes da prova de vida: como proteger seus dados e evitar fraudes
Criminosos se aproveitam da necessidade de atualização cadastral para roubar informações; aprenda a identificar mensagens e links falsos
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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão na mira de criminosos que usam a prova de vida como isca para aplicar golpes. Por meio de mensagens falsas enviadas por WhatsApp, e-mail e SMS, os golpistas tentam roubar dados pessoais e financeiros, aproveitando a necessidade de atualização cadastral para manter o benefício ativo.
A tática se baseia na criação de um falso senso de urgência. Os fraudadores se passam por funcionários do INSS ou de bancos e informam à vítima que o benefício está prestes a ser bloqueado. Para evitar a suspensão, seria necessário clicar em um link e preencher um formulário com informações sensíveis, como CPF, número do benefício e senhas.
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Em uma abordagem mais elaborada, os criminosos chegam a solicitar o envio de uma foto do rosto (selfie) segurando um documento. A desculpa é que a imagem serviria para uma suposta prova de vida por reconhecimento facial. Na realidade, os dados são usados para abrir contas, solicitar cartões de crédito e até mesmo fazer empréstimos em nome da vítima.
Sinais de alerta para não cair em fraudes
Identificar uma tentativa de golpe é o primeiro passo para se proteger. O INSS pode enviar notificações por SMS ou e-mail cadastrados, mas nunca solicita dados pessoais, senhas, fotos ou documentos por esses canais para realizar a prova de vida. Desconfie de qualquer comunicação que adote essa abordagem.
É fundamental prestar atenção aos seguintes pontos:
Canais de comunicação: o INSS utiliza apenas seus canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS e a Central 135, para interagir com os segurados. Nenhuma atualização cadastral é solicitada por WhatsApp.
Links suspeitos: antes de clicar, verifique o endereço do site. Páginas oficiais do governo federal sempre terminam com o domínio “.gov.br”. Links encurtados ou com nomes estranhos são um forte indício de fraude.
Tom alarmista: mensagens que ameaçam o bloqueio imediato do benefício são uma tática comum para pressionar a vítima a agir sem pensar. O INSS segue um cronograma e, caso a prova de vida não seja feita, notifica oficialmente o segurado, que tem 30 dias para regularizar a situação antes de qualquer suspensão.
Solicitação de dados: nunca forneça senhas de banco, número de cartão ou código de segurança em formulários recebidos por links desconhecidos.
Atualmente, a prova de vida é feita de forma automática pelo governo, que cruza dados de outras bases ao longo dos 10 meses seguintes à data de aniversário do beneficiário. Entre as informações utilizadas estão registros de vacinação, consultas no SUS, votação nas eleições ou emissão de passaporte. Para verificar a situação, o segurado deve usar o aplicativo Meu INSS ou ligar para o telefone 135.
Caso tenha caído em um golpe e fornecido seus dados, a recomendação é entrar em contato imediatamente com seu banco para informar o ocorrido e registrar um boletim de ocorrência na polícia.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.