Os 5 golpes mais comuns contra idosos e como se proteger de cada um
O golpe da cesta básica é só um deles; conheça as armadilhas mais frequentes e aprenda dicas práticas para proteger seus familiares vulneráveis
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O crescente número de golpes contra idosos no Brasil, que registrou mais de 72 mil casos em 2024 e viu as denúncias aumentarem 38% nos primeiros meses de 2025, acende um alerta importante sobre um crime cada vez mais comum: a exploração da vulnerabilidade de pessoas mais velhas. As abordagens são variadas e usam engenharia social para enganar e causar prejuízos financeiros e emocionais. Para ajudar você e sua família a não caírem em armadilhas, listamos os cinco golpes mais aplicados contra idosos e como se defender de cada um deles.
Conheça os 5 golpes mais frequentes
1. Falsa entrega ou brinde: criminosos aparecem na casa da vítima com uma suposta cesta básica, flores ou outro presente. Eles informam que há apenas uma pequena taxa de entrega a ser paga com cartão. A máquina utilizada, no entanto, é fraudada e serve para clonar o cartão e a senha da vítima, permitindo que os golpistas realizem compras e saques.
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2. Falso parente no WhatsApp: um dos golpes mais difundidos atualmente. O criminoso consegue uma foto da pessoa em redes sociais, cria um novo perfil no WhatsApp com um número diferente e entra em contato com familiares. Ele alega que trocou de número e precisa de uma transferência urgente. A tática pode incluir o uso de inteligência artificial para clonar a voz da pessoa, tornando o golpe ainda mais convincente.
3. Falso funcionário de banco ou central de segurança: o golpista liga se passando por um funcionário do banco, informando sobre uma compra suspeita, um acesso indevido à conta ou uma transação via Pix a ser cancelada. Para 'resolver' o problema, ele induz a vítima a fornecer senhas, instalar aplicativos de acesso remoto ou realizar uma transferência para uma 'conta segura', que na verdade pertence ao criminoso.
4. Golpe da tarefa ou do falso investimento: criminosos oferecem ganhos fáceis por tarefas simples online, como curtir vídeos ou avaliar produtos. Após alguns pequenos pagamentos para ganhar a confiança da vítima, eles solicitam transferências via Pix cada vez maiores para 'desbloquear' lucros maiores ou participar de investimentos, desaparecendo com o dinheiro.
5. Empréstimo consignado fraudulento: criminosos entram em contato com aposentados e pensionistas oferecendo a revisão de contratos de empréstimo ou a liberação de novos valores com condições vantajosas. Com os dados pessoais da vítima em mãos, eles contratam novos empréstimos em nome do idoso, mas desviam o dinheiro para suas próprias contas.
Como se proteger e orientar familiares
Sempre desconfie: ofertas, prêmios ou vantagens inesperadas que exigem um pagamento adiantado, mesmo que pequeno, são um grande sinal de alerta.
Nunca forneça senhas: bancos e instituições financeiras jamais pedem a senha do cartão ou do aplicativo por telefone, e-mail ou mensagem.
Confirme a identidade: se um parente pedir dinheiro por mensagem, ligue para o número de telefone antigo dele para confirmar a história. Não confie apenas em mensagens de texto ou áudios, pois a inteligência artificial já permite a clonagem de voz.
Tenha cuidado com o Pix: desconfie de chaves aleatórias e sempre verifique o nome completo do destinatário antes de confirmar qualquer transferência. Lembre-se que bancos nunca ligam para pedir que você cancele um Pix ou estorne um valor.
Não aceite ajuda de estranhos: especialmente em caixas eletrônicos ou ao usar o celular na rua. Recuse ajuda para manusear cartões ou realizar operações.
Converse e denuncie: converse abertamente com seus familiares idosos sobre esses golpes. Caso desconfie de algo, oriente-os a entrar em contato com um parente de confiança, registrar um boletim de ocorrência e denunciar através do Disque 100 (Disque Direitos Humanos).
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.