Serra da Capivara no Piauí: como visitar o tesouro da pré-história
O estado vai muito além do litoral; planeje sua viagem para o parque nacional que é Patrimônio Mundial da Unesco e veja dicas de quando ir e o que ver
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No coração do Piauí, a Serra da Capivara abriga um dos maiores tesouros arqueológicos das Américas. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, o parque nacional é um destino que vai muito além das praias do estado, revelando paisagens de caatinga e cânions que guardam mais de 1.300 sítios arqueológicos, dos quais cerca de 600 apresentam pinturas rupestres milenares.
Planejar uma visita a este santuário pré-histórico exige atenção a detalhes como a melhor época para viajar e os circuitos de visitação. Fruto das pesquisas da arqueóloga Niède Guidon, a experiência mergulha o visitante em uma jornada por vestígios de ocupação humana que datam de até 50 mil anos atrás, oferecendo uma perspectiva única sobre a história do continente.
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Quando ir para a Serra da Capivara
O período ideal para explorar o parque é durante a estação seca, que vai de maio a novembro. Nesses meses, as temperaturas são mais amenas e a ausência de chuvas facilita o acesso às trilhas e aos sítios arqueológicos, garantindo que os passeios não sejam interrompidos por condições climáticas adversas.
Entre dezembro e abril, as chuvas são mais frequentes. Embora a vegetação da caatinga fique exuberante e verde, algumas estradas de terra dentro do parque podem se tornar mais difíceis de transitar, o que pode limitar o acesso a certos pontos de interesse.
O que ver no parque nacional
A entrada no Parque Nacional da Serra da Capivara é gratuita, mas a contratação de um guia credenciado é obrigatória e paga para realizar a visitação. O parque é dividido em circuitos, e cada roteiro oferece uma experiência diferente. Entre os pontos que não podem faltar no roteiro, estão:
Boqueirão da Pedra Furada: é o cartão-postal do parque, com uma impressionante formação rochosa vazada e um dos mais importantes sítios arqueológicos do local.
Museu do Homem Americano: localizado em São Raimundo Nonato, o museu complementa a visita com um acervo rico em artefatos encontrados nas escavações, como urnas funerárias e esqueletos.
Museu da Natureza: oferece uma jornada interativa e tecnológica pela história do universo, do clima e da vida na região, sendo um complemento essencial à visita.
Circuito do Sítio do Meio: uma caminhada leve que leva a paredões repletos de pinturas que retratam o cotidiano dos povos antigos, com cenas de caça, rituais e danças.
Baixão da Pedra Furada: oferece uma vista panorâmica espetacular do parque, especialmente durante o pôr do sol, quando a luz realça as cores dos cânions.
Como chegar e se locomover
A principal porta de entrada para a Serra da Capivara é a cidade de São Raimundo Nonato. O aeroporto local, no entanto, ainda não opera voos comerciais regulares. As opções são voar até Petrolina (PE) ou Teresina (PI) e seguir viagem de carro ou ônibus, em um trajeto que dura cerca de sete horas.
Dentro do parque, um carro é essencial para se deslocar entre os diferentes circuitos de visitação. As distâncias são longas e não há transporte público disponível. A presença de um guia é indispensável para percorrer as trilhas e interpretar o significado histórico das pinturas rupestres.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.