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Cães farejadores: conheça os heróis de 4 patas que salvam vidas

Saiba como é o treinamento, a rotina e a incrível capacidade olfativa dos cães que são peças-chave em operações de busca e resgate no Brasil

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Em operações de busca e resgate, os cães farejadores frequentemente representam a principal esperança. Esses verdadeiros heróis de quatro patas foram peças-chave em tragédias como a de Brumadinho e em inúmeras buscas por pessoas desaparecidas em matas fechadas, escombros ou áreas de difícil acesso, onde a tecnologia e o olho humano não alcançam.

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O segredo está em um superpoder natural: o olfato. Com até 300 milhões de receptores olfativos – contra cerca de 5 milhões dos humanos –, a capacidade olfativa de um cão é de 10 mil a 100 mil vezes mais sensível que a nossa. Isso permite que detectem odores humanos a longas distâncias, mesmo horas após a passagem de uma pessoa pelo local, ignorando outras distrações no ambiente.

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Como é o treinamento de um cão de resgate?

A preparação de um cão farejador começa quando ele ainda é um filhote. Indivíduos com temperamento equilibrado, sociáveis e com alto instinto de caça e brincadeira são os mais indicados. O treinamento é longo e contínuo, baseado em reforço positivo, transformando a busca em uma grande brincadeira com uma recompensa no final.

Os animais aprendem a associar o odor humano a algo positivo, como um brinquedo ou um petisco. As atividades evoluem de buscas simples em ambientes controlados para cenários complexos que simulam situações reais, como desabamentos, florestas densas e áreas alagadas. O vínculo de confiança e a sintonia fina entre o cão e seu condutor são fundamentais para o sucesso das missões, pois o animal precisa estar seguro e focado para trabalhar.

Algumas raças são mais utilizadas nessas operações devido às suas características físicas e comportamentais. Entre as mais comuns no Brasil, estão:

  • Labrador Retriever

  • Pastor Alemão

  • Pastor Belga Malinois

  • Golden Retriever

  • Bloodhound

A rotina desses cães envolve exercícios diários para manter o condicionamento físico e a saúde em dia, além de treinos constantes para aprimorar suas habilidades. Quando não estão em missões, a vida deles é de um animal de estimação bem cuidado, mas sempre pronto para atender a um chamado de emergência.

Após anos de serviço, quando apresentam sinais de que não podem mais desempenhar suas funções com a mesma eficiência, os cães se aposentam. Na maioria das vezes, eles passam a viver definitivamente com seus condutores, recebendo o cuidado e o carinho que merecem após uma vida dedicada a salvar outras.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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