A trágica história de amor por trás da construção do Taj Mahal
O monumento não é um palácio, mas um mausoléu construído por um imperador em luto pela morte de sua esposa favorita; conheça os detalhes
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O Taj Mahal, um dos monumentos mais famosos do mundo, localizado em Agra, na Índia, não é um palácio luxuoso, como muitos imaginam. Na verdade, é um mausoléu grandioso, construído no século 17 como uma prova de amor eterno do imperador Shah Jahan para sua esposa favorita, Mumtaz Mahal. A obra simboliza a dor da perda e a devoção de um homem poderoso.
A história começa com o casamento de Shah Jahan e Arjumand Banu Begum, que mais tarde recebeu o título de Mumtaz Mahal, que significa “a joia do palácio”. Ela não era apenas sua esposa, mas também sua principal conselheira e companheira inseparável em viagens e campanhas militares. O amor entre os dois era conhecido em todo o império mogol.
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A tragédia se abateu sobre o casal em 1631. Mumtaz Mahal morreu aos 38 anos, durante o parto de seu 14º filho. Em seu leito de morte, ela teria pedido ao imperador que construísse um túmulo para ela que fosse inigualável em beleza, para que o mundo jamais se esquecesse do amor deles. Devastado pela perda, Shah Jahan entrou em um luto profundo e canalizou sua dor na construção do monumento.
O projeto do Taj Mahal foi uma empreitada monumental. A construção durou cerca de 20 anos e envolveu mais de 20 mil trabalhadores, incluindo artesãos, calígrafos e pedreiros de toda a Ásia e Europa. O imperador não poupou despesas, importando mármore branco translúcido do Rajastão e mais de 28 tipos de pedras preciosas e semipreciosas, como lápis-lazúli, turquesa e jade, para os detalhes incrustados nas paredes.
Cada elemento do complexo foi planejado para representar uma visão do paraíso na Terra. A simetria perfeita, os jardins exuberantes e os espelhos d’água que refletem o edifício principal criam uma atmosfera de serenidade e beleza divina. A cúpula central guarda os cenotáfios (túmulos simbólicos) de Mumtaz e Shah Jahan, lado a lado.
O destino do imperador, no entanto, também foi trágico. Anos após a conclusão da obra, ele foi deposto por um de seus filhos, Aurangzeb, e passou os últimos oito anos de sua vida em prisão domiciliar no Forte de Agra. De lá, ele podia apenas observar o Taj Mahal à distância. Após sua morte, em 1666, seu corpo foi sepultado ao lado de sua amada esposa, unindo-os para sempre no monumento que ele construiu por amor.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.