Como declarar vendas e serviços pagos com Pix no Imposto de Renda 2026
Autônomos e pequenos empresários devem ficar atentos: saiba como registrar corretamente as entradas via Pix para evitar cair na malha fina da Receita
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A declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos obtidos ao longo de 2025, exige atenção de autônomos e pequenos empresários. Com a popularização do Pix, é fundamental entender que toda renda gerada por vendas ou serviços, independentemente de ter sido paga via Pix, TED, cartão ou dinheiro, é tributável e precisa ser informada corretamente para evitar a malha fina.
O monitoramento não é uma exclusividade do Pix. Instituições financeiras, como bancos e fintechs, são obrigadas por lei a compartilhar informações sobre as movimentações financeiras de seus clientes com o Fisco. Isso inclui saldos, depósitos, transferências e pagamentos recebidos, que são cruzados com os dados declarados pelos contribuintes.
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Quando a Receita Federal identifica uma movimentação financeira incompatível com a renda declarada, o contribuinte pode ser chamado para prestar esclarecimentos. Por isso, a organização e o registro correto das transações são essenciais para comprovar a origem dos valores e garantir a conformidade fiscal.
Como declarar as entradas via Pix
A forma de declarar os valores recebidos via Pix varia conforme o enquadramento do profissional ou da empresa. O ponto central é sempre registrar a receita, e não o meio pelo qual ela foi recebida.
Confira como proceder em cada caso:
Profissionais autônomos: quem atua como pessoa física e recebe pagamentos de outras pessoas físicas deve registrar os valores mensalmente no Carnê-Leão. Todas as entradas, incluindo as via Pix, devem ser somadas. No momento da declaração anual, os dados do carnê são importados diretamente para o programa do Imposto de Renda.
Microempreendedor Individual (MEI): para o MEI, os valores recebidos via Pix devem ser somados ao faturamento bruto anual da empresa. Essa receita total é informada na Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). É crucial separar as finanças pessoais das empresariais.
Pequenas empresas: negócios enquadrados no Simples Nacional ou em outros regimes tributários devem incluir os pagamentos via Pix na sua receita bruta. A emissão de notas fiscais para cada operação é obrigatória e serve como principal comprovante da origem dos recursos.
Manter um controle financeiro detalhado, com planilhas ou aplicativos de gestão, é a melhor maneira de organizar as finanças. Registrar cada entrada, guardar comprovantes e emitir as notas fiscais corretamente simplifica o processo de declaração e protege o negócio de futuras complicações com o Fisco.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.