Câncer de mama em jovens: quais os sinais de alerta abaixo dos 30 anos
O caso da neta de Carlos Alberto de Nóbrega acende um alerta; médicos explicam os sintomas, fatores de risco e a importância do autoconhecimento do corpo para todas as idades
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O recente diagnóstico de câncer de mama da influenciadora Bruna Furlan, neta de Carlos Alberto de Nóbrega, aos 24 anos, trouxe à tona uma discussão fundamental sobre a saúde feminina. O caso acende um alerta para a ocorrência da doença em mulheres jovens, um grupo que geralmente não está no foco das campanhas de prevenção, concentradas na faixa etária acima dos 40 anos.
Embora a doença seja mais comum em mulheres com mais de 50 anos, os casos em jovens, apesar de mais raros, exigem atenção. Tumores que surgem antes dos 30 anos podem ter um comportamento mais agressivo e, muitas vezes, o diagnóstico é tardio, justamente porque nem a paciente nem os médicos costumam pensar nessa possibilidade inicialmente.
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Conhecer o próprio corpo é a principal ferramenta de prevenção. A recomendação médica é que todas as mulheres, independentemente da idade, estejam familiarizadas com a aparência e a textura de suas mamas para identificar qualquer alteração rapidamente.
Sinais de alerta para ficar atenta
O autoexame, realizado preferencialmente uma vez por mês, após o período menstrual, ajuda a identificar mudanças. Qualquer anormalidade persistente deve ser investigada por um médico. Os principais sinais incluem:
Nódulo ou caroço: é o sinal mais conhecido, geralmente indolor, podendo ser sentido na mama ou na axila.
Alterações na pele da mama: inchaço, vermelhidão, enrugamento ou aparência de "casca de laranja".
Alterações no mamilo: retração (quando o mamilo se vira para dentro), feridas, coceira ou inversão súbita.
Secreção mamilar: saída de líquido pelo mamilo, especialmente se for transparente, com sangue ou de cor escura.
Inchaço em parte da mama: mesmo que nenhum nódulo seja sentido, um inchaço localizado merece atenção.
Fatores de risco em mulheres jovens
Na maioria dos casos de câncer de mama em jovens, não há um fator de risco claro. No entanto, algumas condições aumentam a probabilidade. O principal ponto de atenção é o histórico familiar, especialmente se parentes de primeiro grau, como mãe ou irmã, tiveram a doença antes dos 50 anos.
Mutações genéticas hereditárias, como nos genes BRCA1 e BRCA2, também elevam significativamente o risco. Outros fatores incluem a exposição à radioterapia na região do tórax durante a infância ou adolescência para tratar outras doenças, como linfomas. Para mulheres com esses fatores de risco elevados, o acompanhamento médico regular é crucial, mesmo na ausência de sintomas.
O autoconhecimento das mamas é a principal ferramenta para a detecção precoce em qualquer idade. A orientação é que, ao notar qualquer mudança persistente, a mulher procure um médico ginecologista ou mastologista. A avaliação profissional poderá incluir exames clínicos e de imagem, como ultrassonografia ou mamografia, para um diagnóstico preciso.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.