7 golpes mais comuns contra aposentados do INSS e como se proteger
Criminosos se aproveitam da boa-fé para roubar dados e dinheiro; conheça as armadilhas mais frequentes e aprenda dicas para não se tornar uma vítima
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A constante atualização das regras do INSS, como as que envolvem a prova de vida, abriu espaço para que criminosos se aproveitem de aposentados e pensionistas. Com a desculpa de ajudar em procedimentos ou oferecer vantagens, golpistas usam a engenharia social para roubar dados pessoais e dinheiro, causando prejuízos financeiros e emocionais.
Os métodos são cada vez mais sofisticados e exploram a boa-fé dos segurados, principalmente por meio de ligações telefônicas, mensagens de WhatsApp e e-mails falsos. Conhecer as principais armadilhas é o primeiro passo para se proteger. Por isso, listamos os golpes mais frequentes aplicados atualmente.
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Principais golpes e como funcionam
Prova de vida falsa: golpistas entram em contato dizendo ser do INSS e pedem o envio de uma foto do rosto e dos documentos para realizar a prova de vida online. Com esses dados, eles abrem contas em bancos digitais ou contratam empréstimos em nome da vítima.
Empréstimo consignado fantasma: o criminoso oferece um empréstimo com condições muito vantajosas. Para liberar o valor, ele solicita o pagamento de uma "taxa de liberação" ou pede os dados bancários do segurado, que são usados para outras fraudes.
Atualização de dados cadastrais: a vítima recebe um link por e-mail ou SMS, com a alegação de que precisa atualizar seus dados para não ter o benefício bloqueado. A página é falsa e serve apenas para capturar informações sensíveis, como senhas.
Revisão de benefício com valor extra: o golpe promete um falso aumento na aposentadoria, referente a valores atrasados que o segurado teria direito a receber. Para isso, exigem um depósito inicial para cobrir supostos custos processuais.
Falso servidor do INSS: usando o logotipo do instituto em uma foto de perfil no WhatsApp, o golpista se passa por um funcionário e oferece ajuda para agilizar algum serviço. Ele induz a vítima a compartilhar o código de segurança do aplicativo, clonando a conta.
Golpe do 13º salário antecipado: criminosos oferecem a antecipação do abono natalino por meio de uma empresa parceira. A oferta esconde juros abusivos ou serve como isca para que a vítima forneça seus dados para a contratação de serviços fraudulentos.
Cartão de crédito consignado inexistente: a oferta é de um novo cartão de crédito consignado com limite alto e sem anuidade. O objetivo é apenas coletar todos os dados do cartão atual da vítima, incluindo o código de segurança, para realizar compras indevidas.
Como se proteger das armadilhas
A principal recomendação é sempre desconfiar de contatos que solicitam informações pessoais, senhas ou fotos. O INSS não entra em contato direto com os segurados por aplicativos de mensagem para solicitar dados ou pedir o envio de fotos de documentos.
Adote as seguintes práticas de segurança:
Nunca clique em links suspeitos recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail.
Não compartilhe sua senha do portal Meu INSS ou de seu banco com ninguém.
Use apenas os canais oficiais para buscar informações: o aplicativo Meu INSS, o site gov.br/meuinss, o telefone 135 e o número de SMS oficial (280-41).
Lembre-se que o INSS também pode fazer convocações por carta ou publicação no Diário Oficial da União.
Caso receba uma ligação ou mensagem suspeita, desligue e entre em contato com o INSS por um dos canais oficiais para verificar a veracidade da informação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.