Tecnologia

O que a Receita Federal já sabe sobre você com a inteligência artificial

O supercomputador T-Rex cruza dados de bancos, notas fiscais e registros públicos; entenda como a tecnologia da Receita funciona

Publicidade
Carregando...

A Receita Federal já sabe muito sobre a sua vida financeira, e a tecnologia por trás desse monitoramento é mais avançada do que se imagina. Com a proximidade do período de declaração do Imposto de Renda, cresce a atenção sobre como o Fisco utiliza a inteligência artificial para identificar inconsistências e combater a sonegação fiscal.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O cérebro dessa operação é um supercomputador apelidado de T-Rex, em operação há vários anos e constantemente aprimorado. Ele é capaz de processar um volume gigantesco de informações em alta velocidade, cruzando dados de diversas fontes para encontrar padrões que fogem do esperado para o perfil de cada contribuinte. O objetivo é simples: identificar quem gasta mais do que declara ganhar.

Leia Mais

Quais informações são cruzadas?

O sistema da Receita Federal é alimentado por um fluxo contínuo de dados. Bancos, por exemplo, são obrigados a enviar a declaração e-Financeira, que detalha todas as movimentações de pessoas físicas que ultrapassam determinado valor mensal. Isso inclui saldos, aplicações, saques e depósitos.

As administradoras de cartão de crédito também informam os gastos mensais dos clientes. Além disso, o CPF informado em notas fiscais de produtos e serviços permite que o sistema compare seu padrão de consumo com a renda declarada. A compra de bens de alto valor, como imóveis e veículos, também é monitorada por meio de informações enviadas por cartórios e departamentos de trânsito.

É importante esclarecer que não há um monitoramento sistemático e oficial das redes sociais. No entanto, em casos de investigação específica, informações públicas que evidenciem um padrão de vida incompatível com a renda declarada podem ser utilizadas como indícios complementares pelas autoridades fiscais.

E o Pix na malha fina?

As transações via Pix são um capítulo à parte. Por serem instantâneas e totalmente digitais, elas deixam um rastro claro para o Fisco. O problema não está em usar o Pix, mas na origem e no destino do dinheiro. Grandes volumes de recebimentos via Pix sem a devida declaração como renda são um forte indicativo de omissão de ganhos.

A tecnologia busca por divergências. Se uma pessoa declara uma renda mensal de R$ 5 mil, mas movimenta R$ 20 mil consistentemente através de contas bancárias, cartões e Pix, o T-Rex identifica essa discrepância. A partir daí, o contribuinte é chamado a prestar esclarecimentos e pode cair na malha fina.

Portanto, a principal recomendação é manter a coerência entre o que se ganha, o que se gasta e o que se declara. Manter os comprovantes de todas as transações e declarar todas as fontes de renda, por menores que sejam, são práticas fundamentais para evitar inconsistências que podem se tornar um sinal de alerta para os sistemas do Fisco.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Tópicos relacionados:

imposto-de-renda pix receita-federal

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay