Rede de apoio: como ajudar uma vítima de violência sexual?
Saiba quais são os canais de denúncia, coletivos e ONGs que oferecem suporte psicológico e jurídico para mulheres em situação de vulnerabilidade
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A recente repercussão de um caso de violência sexual, que ganhou os holofotes após um relato nas redes sociais, reacendeu o debate sobre como a sociedade pode acolher e apoiar as vítimas. Diante de situações tão delicadas, saber como agir e onde buscar ajuda é fundamental para quebrar o ciclo de silêncio e impunidade que muitas vezes cerca esses crimes.
O primeiro passo para ajudar é oferecer um acolhimento sem julgamentos. É essencial ouvir a vítima com atenção e empatia, validar seus sentimentos e deixar claro que a culpa pelo ocorrido nunca é dela. Essa validação é crucial para que ela se sinta segura e compreendida em um momento de extrema vulnerabilidade.
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Evite fazer perguntas que soem como um interrogatório ou pressioná-la a tomar decisões imediatas, como registrar um boletim de ocorrência. Cada pessoa tem seu próprio tempo para processar o trauma e decidir os próximos passos. O mais importante é respeitar esse processo e se mostrar presente.
Oferecer ajuda prática pode ser mais eficaz do que apenas palavras de conforto. Disponibilizar-se para acompanhá-la a um serviço de saúde, a uma delegacia ou simplesmente ficar ao seu lado são atitudes concretas que demonstram suporte e fazem uma grande diferença.
Canais de denúncia e redes de apoio
Conhecer os serviços disponíveis é uma ferramenta poderosa. O Brasil conta com uma rede de proteção que oferece desde atendimento emergencial até suporte jurídico e psicológico. Saber quais são esses canais permite orientar a vítima de forma correta e segura.
Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher): é um serviço gratuito e confidencial que funciona 24 horas por dia, com atendimento também via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. A central oferece escuta qualificada e orientação sobre os direitos da mulher e os serviços públicos disponíveis, com atendimento em português, inglês, espanhol e Libras.
Ligue 190 (Polícia Militar): deve ser acionado em situações de emergência, quando há risco imediato à vida ou o crime está acontecendo. A ligação é gratuita e o atendimento é imediato para coibir a agressão.
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): são unidades da Polícia Civil com equipes preparadas para o atendimento de vítimas de violência. Elas realizam o registro de ocorrências e a investigação dos crimes.
Centros de Referência da Mulher: vinculados aos governos estaduais e municipais, oferecem atendimento psicológico, social e orientação jurídica de forma integrada. Esses espaços são fundamentais para o processo de recuperação e fortalecimento da vítima a longo prazo.
Organizações não governamentais (ONGs) e coletivos: existem diversas iniciativas da sociedade civil que conectam mulheres a redes de apoio com advogadas, psicólogas e assistentes sociais voluntárias para suporte gratuito. É possível encontrar essas organizações através do Ligue 180 ou buscando redes locais de apoio.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.