Quem foi Baba Vanga, a 'Nostradamus dos Bálcãs' cega e poderosa
Conheça a história da camponesa búlgara que se tornou uma das videntes mais controversas do mundo, consultada por líderes e seguida por milhões
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Vangelia Gushterova, mais conhecida como Baba Vanga ou a 'Nostradamus dos Bálcãs', foi uma vidente búlgara que, mesmo após sua morte em 1996, continua a gerar fascínio. Cega desde a infância, ela se tornou uma das figuras místicas mais influentes e controversas do século XX, com supostas previsões que atraíram desde cidadãos comuns até líderes de Estado em busca de orientação.
Nascida em 1911 na Macedônia, então parte do Império Otomano, sua vida mudou drasticamente aos 13 anos, em 1923. Segundo relatos, uma forte tempestade a arrastou e jogou em um campo, deixando seus olhos cobertos de areia e poeira. A lesão resultou em cegueira total, momento que ela descreveu como o início de suas visões premonitórias.
A partir daí, sua fama começou a crescer localmente. Pessoas a procuravam em busca de conselhos sobre saúde, casamentos e o futuro, e suas supostas habilidades de cura se espalharam pela região. O reconhecimento foi tanto que, durante a Segunda Guerra Mundial, ela teria sido consultada pelo czar Bóris III da Bulgária em 8 de abril de 1942.
Previsões que marcaram a história
Ao longo de sua vida, diversas profecias foram atribuídas a Baba Vanga. Embora muitas sejam difíceis de verificar, algumas ganharam notoriedade mundial por sua suposta precisão. Entre as mais conhecidas estão:
O naufrágio do submarino Kursk: ela teria previsto em 1980 que a cidade de Kursk ficaria "coberta de água", algo que foi associado ao desastre do submarino russo de mesmo nome em 2000.
Os ataques de 11 de setembro: sua menção a "dois pássaros de aço" que atacariam "irmãos americanos" em 1989 foi interpretada por seguidores como uma alusão à queda das Torres Gêmeas.
A saída do Reino Unido da União Europeia: a vidente também teria mencionado que a Europa enfrentaria uma grande crise econômica e que uma "grande nação insular" se separaria do bloco.
A própria morte: Segundo relatos de seguidores, ela teria previsto que morreria em 11 de agosto de 1996, data que de fato ocorreu.
Apesar da fama, especialistas e céticos apontam que a documentação das previsões de Vanga é escassa e pouco confiável. Por ser semi-analfabeta, ela não deixou registros escritos, e muitas das profecias atribuídas a ela só surgiram na mídia após os eventos terem ocorrido, o que levanta suspeitas de que possam ter sido inventadas ou adaptadas para se encaixarem nos fatos. A natureza vaga de muitas supostas visões também permite múltiplas interpretações.
Segundo fontes não confirmadas, suas previsões se estenderiam até o ano 5079, quando o universo chegaria ao fim. Anualmente, novas interpretações de seus escritos e falas surgem, alimentando o debate sobre o que o futuro reserva. Durante o regime comunista, o governo búlgaro chegou a colocar a vidente em sua folha de pagamento, e sua casa na cidade de Petrich foi transformada em museu, aberto ao público em 2008.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.