Folia de Reis: a tradição que une fé e cultura popular em Minas Gerais
Descubra a origem, os significados e os personagens dessa manifestação cultural que percorre as cidades mineiras no início de todo ano
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O início de cada ano em Minas Gerais é marcado por uma tradição que enche as ruas de música, fé e cores. A Folia de Reis, também conhecida como Reisado, mobiliza comunidades inteiras para celebrar a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus. Os grupos de foliões percorrem casas e cidades, anunciando o nascimento do Messias com cantos e danças que atravessam gerações.
Essa manifestação cultural, de origem ibérica, chegou ao Brasil no período colonial e se enraizou profundamente no interior mineiro. A jornada dos foliões começa geralmente no dia 24 de dezembro e se estende até o dia 6 de janeiro, o Dia de Reis. Com uma bandeira colorida e enfeitada, que carrega a imagem dos Três Reis Magos, eles visitam as casas levando bênçãos e recolhendo donativos para a festa de encerramento.
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Reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais desde 2017, a tradição se mantém viva em cerca de 400 municípios do estado, onde mais de 1.600 grupos estão cadastrados. Cada integrante tem um papel definido, criando um espetáculo rico em simbolismo e alegria, que reflete a devoção popular de maneira única.
Quem são os personagens da Folia?
A composição de um grupo de Folia de Reis é um espetáculo à parte. Embora existam variações regionais, alguns personagens são fundamentais para que a tradição se cumpra. O mestre ou embaixador, por exemplo, é o líder que puxa os cantos e conhece todo o roteiro das visitas. Sua voz guia os foliões e narra a história sagrada.
Os músicos, chamados de foliões, tocam instrumentos como violas, sanfonas, caixas e pandeiros, criando a trilha sonora que acompanha os versos. Um dos personagens mais emblemáticos é o alferes, responsável por carregar a bandeira com respeito e solenidade, apresentando-a nas casas para ser beijada pelos moradores.
Figuras mascaradas, conhecidas como palhaços ou bastiões, também se destacam. Com roupas vibrantes e trejeitos engraçados, eles têm a função de proteger o grupo e a bandeira de qualquer mal, além de entreter o público. Sua presença representa o equilíbrio entre o sagrado da celebração e a alegria da cultura popular.
A jornada dos grupos se encerra com uma grande festa no Dia de Reis, onde os alimentos e o dinheiro arrecadados são partilhados com toda a comunidade, fechando o ciclo de fé e confraternização.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.