Pico Paraná: 5 dicas de segurança para fazer trilhas em montanhas
Especialistas em montanhismo dão orientações essenciais para se aventurar com segurança na natureza
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O Pico Paraná, a montanha mais alta do sul do Brasil com 1.877 metros, é um destino popular para o ecoturismo, mas seus desafios, como mata fechada e relevo acidentado, exigem preparação e cautela. A crescente popularidade da trilha atrai muitos aventureiros, porém a falta de planejamento e conhecimento técnico pode transformar um passeio em uma situação de risco. Para garantir uma experiência segura, é indispensável adotar cuidados que vão desde a escolha dos equipamentos até o conhecimento dos próprios limites físicos.
Antes de iniciar a jornada, é fundamental consultar as regras do Instituto Água e Terra (IAT), órgão gestor do Parque Estadual Pico Paraná, e realizar o cadastro obrigatório na base. A época mais recomendada para a visitação é entre abril e setembro, período com menor incidência de chuvas, o que oferece condições mais estáveis para a subida.
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5 dicas de segurança para fazer trilhas em montanhas
Planeje cada detalhe da trilha: antes de sair de casa, pesquise sobre o trajeto. Verifique a previsão do tempo para a região, a distância total, o ganho de elevação e o tempo estimado para completar o percurso. É crucial avisar um amigo ou familiar sobre seus planos, informando o local da trilha e o horário previsto para o seu retorno.
Leve os equipamentos essenciais: uma mochila bem preparada é sua maior aliada. Nela, não podem faltar itens básicos como água (no mínimo 1,5 litro por pessoa), lanches ricos em calorias, um kit de primeiros socorros, lanterna de cabeça com pilhas extras, apito, protetor solar e um agasalho impermeável, já que o tempo na montanha pode mudar rapidamente.
Nunca subestime a companhia: evite fazer trilhas sozinho, principalmente se você for iniciante ou não conhecer bem o local. A presença de um companheiro experiente pode ser decisiva em caso de imprevistos. Se não tiver companhia, considere contratar um guia credenciado, que conhece a região e os procedimentos de segurança.
Conheça e respeite seus limites: a montanha exige esforço físico e mental. Avalie seu condicionamento e não tente ir além do que seu corpo aguenta. Se sentir cansaço extremo, tontura ou qualquer outro mal-estar, não hesite em parar para descansar ou até mesmo decidir voltar. O objetivo principal é a jornada segura, não apenas alcançar o cume a qualquer custo.
Garanta comunicação e orientação: o sinal de celular costuma ser inexistente ou instável em áreas remotas. Por isso, leve o aparelho totalmente carregado e, se possível, um carregador portátil (power bank). Baixe os mapas da trilha no celular para acesso offline e, se possível, utilize um GPS específico para trekking. Esses dispositivos podem ser vitais para se manter no caminho certo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.