O futuro dos impostos: o que esperar com Drex e novas tecnologias
Embora o Drex não afete o cidadão comum no curto prazo, a digitalização financeira avança; entenda as tendências e como manter suas finanças em dia com o Fisco
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O Pix revolucionou os pagamentos no Brasil, mas a atenção da Receita Federal já se volta para futuras tendências. Com a popularização das criptomoedas e o desenvolvimento do Drex, a moeda digital brasileira, o monitoramento das finanças dos cidadãos tende a se tornar mais sofisticado no longo prazo. Entender essa nova realidade é crucial para se preparar para o futuro da declaração do Imposto de Renda.
A fiscalização das transações via Pix não ocorre de maneira isolada. A Receita Federal cruza dados que os bancos já são obrigados a fornecer por meio de declarações como a e-Financeira. Esse sistema reporta todas as movimentações financeiras que ultrapassam determinados limites, independentemente do meio utilizado. Portanto, a preocupação do contribuinte deve ser com a origem e o destino do dinheiro, e não com a ferramenta de pagamento.
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No universo dos criptoativos, as regras já estão consolidadas. Quem possui mais de R$ 5 mil em moedas digitais, como Bitcoin ou Ethereum, precisa informar o saldo na declaração de Bens e Direitos. Além disso, as corretoras de criptomoedas que operam no Brasil informam todas as transações de seus clientes ao Fisco, garantindo um controle rigoroso sobre os ganhos de capital.
Drex: uma mudança para o futuro, não para agora
O próximo passo na digitalização financeira do país é o Drex, a versão digital do real. No entanto, sua implementação inicial, prevista para 2026, não afetará diretamente o cidadão comum. Nesta primeira fase, o Drex será uma ferramenta restrita a instituições financeiras, como bancos e corretoras, para ser usada em operações de bastidores do sistema, como a liquidação de garantias de crédito. A tecnologia não estará disponível para uso público e o impacto na declaração de Imposto de Renda das pessoas físicas não é esperado para o curto prazo.
Ainda assim, a tendência geral é de maior transparência. O Fisco continua a se antecipar a inovações como as stablecoins (criptomoedas pareadas a moedas tradicionais) e outras formas de pagamento digital para garantir a arrecadação e combater a evasão fiscal em um ambiente financeiro cada vez mais global e descentralizado.
Como se preparar para o futuro da declaração
Diante desse cenário de evolução constante, a organização se torna a principal ferramenta do contribuinte. Manter um controle detalhado de todas as movimentações financeiras é fundamental para não cometer erros na declaração. Algumas práticas são essenciais:
Guarde todos os comprovantes: extratos bancários, relatórios de corretoras de criptoativos e recibos de transações digitais devem ser arquivados de forma organizada.
Identifique a natureza dos recebimentos: separe o que é salário, rendimento de aluguel, venda de bens ou doação. O Pix, por exemplo, pode ser usado para todas essas finalidades, e a origem do recurso é o que importa para o Fisco.
Acompanhe as mudanças na legislação: a Receita Federal atualiza constantemente suas normas para acompanhar as novas tecnologias. Estar informado é o melhor caminho para declarar corretamente e evitar multas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.