Fintechs

Por que bancos digitais como Nubank enfrentam instabilidades?

Entenda as causas técnicas mais comuns para quedas temporárias em aplicativos financeiros e o que fazer quando isso acontece

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Você tenta pagar uma conta, fazer um Pix ou simplesmente conferir o saldo, mas o aplicativo do banco não abre. A cena, familiar para clientes do Nubank e de outras fintechs, gera frustração e levanta uma questão central: por que os bancos digitais enfrentam instabilidades?

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A instabilidade, embora irritante, raramente significa que seu dinheiro está em risco. Na maioria das vezes, o problema está na complexa infraestrutura tecnológica que sustenta milhões de transações por segundo. Entender as causas mais comuns ajuda a dimensionar o desafio que essas empresas enfrentam.

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Picos de acesso simultâneo

A principal causa para as quedas é o volume massivo e repentino de acessos. Imagine um estádio com capacidade para 50 mil pessoas onde, de repente, 200 mil tentam entrar ao mesmo tempo. O sistema simplesmente não suporta e trava. É o que acontece em dias de pagamento de salário, liberação de benefícios do governo ou em grandes datas comerciais.

Os servidores que processam as operações têm um limite de requisições que conseguem atender. Quando esse limite é ultrapassado, o sistema entra em colapso para se proteger, resultando na tela de erro que o usuário vê no celular.

Atualizações e manutenções no sistema

Bancos digitais estão em constante evolução, adicionando novas funcionalidades e corrigindo falhas de segurança. Essas atualizações, muitas vezes realizadas na madrugada para minimizar o impacto, podem gerar instabilidades inesperadas. É como trocar uma peça importante do motor com o carro em movimento: o risco de algo sair do planejado sempre existe.

Mesmo com testes rigorosos, uma nova linha de código pode entrar em conflito com uma função antiga, causando um efeito cascata que derruba parte ou todo o serviço temporariamente.

Falhas em serviços de terceiros

Nenhum banco digital opera sozinho. Eles dependem de uma rede de parceiros para funcionar, como provedores de computação em nuvem (Amazon Web Services e Google Cloud são os mais comuns), sistemas de processamento de pagamentos e a própria infraestrutura do Banco Central para o Pix. Uma falha em qualquer um desses elos da corrente afeta diretamente o aplicativo do banco.

Quando um desses serviços externos apresenta lentidão ou sai do ar, o aplicativo bancário, que precisa se comunicar com ele para funcionar, também para de responder.

O que fazer durante a instabilidade?

Enquanto o serviço não volta, algumas ações podem ajudar:

  • Verifique os canais oficiais: antes de tudo, confira o perfil do banco em redes sociais como o X. As empresas costumam comunicar as falhas por lá.

  • Consulte sites de monitoramento: plataformas como o Downdetector reúnem relatos de usuários e mostram se a queda é um problema generalizado.

  • Aguarde alguns minutos: muitas instabilidades são resolvidas em menos de uma hora. Tentar acessar o aplicativo repetidamente pode sobrecarregar ainda mais o sistema.

  • Tenha um plano B: para transações urgentes, é útil ter uma conta em outra instituição ou um cartão de crédito físico de outro banco como alternativa.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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