WhatsApp introduz @username para identificação de usuários
Mudança foca em privacidade do usuário, mas pode impactar diretamente em quem usa a plataforma para atendimento ao público
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O WhatsApp deve consolidar uma mudança na sua forma de identificação até junho de 2026, com a adoção de nomes de usuário e novos identificadores como alternativa ao número de telefone em interações com empresas. A alteração impacta operações de atendimento e gestão de clientes.
A atualização introduz o LID (Linked Identity), um identificador associado ao novo modelo de @username. Com isso, em vez de compartilhar o número de telefone, o usuário poderá interagir com empresas por meio do seu nome de usuário. A principal consequência para o cliente é o aumento da privacidade e do controle sobre seus dados.
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Segundo Guilherme Rocha, CEO da HelenaCRM, empresa de CRM conversacional, a mudança é uma transformação na arquitetura de identificação da plataforma. “Antes, o número de telefone era a principal referência para identificar o cliente. Com a nova lógica, as empresas passam a lidar com novos identificadores, o que exige adaptação dos sistemas”, explica.
Como a nova identificação funciona
Três elementos passam a coexistir no WhatsApp. O número de telefone continua sendo necessário para criar a conta. O nome de usuário passa a ser a camada visível de identificação, enquanto o Business Scope ID funciona como um identificador técnico único para a relação entre o usuário e cada empresa.
Rocha explica que este novo ID é exclusivo para cada negócio. Se o mesmo usuário interagir com duas empresas, cada operação receberá um identificador diferente, o que limita o cruzamento de dados.
A principal justificativa da Meta para a alteração é aumentar a privacidade. Ao substituir o número de telefone por um identificador técnico, a empresa reduz o risco de vazamentos e o uso indevido de informações. Dados do relatório “Data breach report 2025” mostram que, em 2025, mais de 4.080 incidentes de vazamento de dados afetaram pelo menos 375 milhões de pessoas.
Manutenção do histórico de conversas
Um dos pontos mais sensíveis para as empresas será a manutenção do histórico dos clientes. Operações que utilizam provedores oficiais da Meta devem absorver a mudança com menos atrito técnico, pois podem se adaptar ao novo identificador e preservar o contexto do atendimento.
Já as que usam APIs não oficiais podem ter dificuldade para reconhecer o identificador, o que pode levar à criação de registros duplicados e fragmentar o histórico do cliente. A consistência do atendimento afeta diretamente os resultados.
Um levantamento do Futurum Group mostra que 54% dos consumidores deixam de comprar de uma marca quando precisam repetir o mesmo problema. Uma pesquisa da PwC indica que 32% abandonam uma marca após uma única experiência negativa.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.