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Por que é tão difícil comprar ingressos online? Entenda

Bots, filas virtuais e 'preços dinâmicos': entenda como a tecnologia usada por empresas como a Ticketmaster funciona e por que ela gera tanta frustração

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A frustração de tentar comprar ingressos para um show concorrido infelizmente se tornou uma experiência para fãs de música. O caso envolvendo as vendas da turnê "The eras tour", da cantora Taylor Swift, operadas pela Ticketmaster, e o recente caso dos fãs do Harry Styles na sua turnê de 2026 são exemplos claros da instabilidade desses sites.

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Como funcionam as filas virtuais?

Para evitar que seus servidores caiam com o acesso simultâneo de milhões de usuários, as empresas de ingressos criam as chamadas filas virtuais. A ideia é organizar o fluxo de compradores, liberando o acesso ao site de compra aos poucos. Na prática, o sistema coloca o usuário em uma longa espera, muitas vezes sem uma previsão exata de quando será sua vez.

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O problema é que essa espera não garante o ingresso. Muitas vezes, quando o fã finalmente consegue acesso, a maioria dos setores já está esgotado. A experiência se torna incerta, gerando a sensação de que o processo é ineficiente.

A batalha contra os bots

Um dos maiores vilões nessa disputa são os bots, programas de computador desenvolvidos para comprar ingressos de forma automatizada. Eles agem muito mais rápido que qualquer ser humano, conseguindo adquirir centenas de entradas em segundos. O objetivo é abastecer o mercado paralelo, onde esses mesmos ingressos são revendidos por preços muito mais altos.

As empresas afirmam usar tecnologias para combater essa prática, como os testes de CAPTCHA, que tentam diferenciar humanos de robôs. No entanto, os bots conseguem burlar muitas dessas barreiras, criando uma concorrência desleal para o consumidor comum.

O que são os 'preços dinâmicos'?

Outro fator que gera revolta são os "preços dinâmicos", medida adotada por instituições como a Ticketmaster. Inspirado no modelo de companhias aéreas, o sistema ajusta o valor dos ingressos em tempo real, com base na demanda. Se muitas pessoas estão tentando comprar ao mesmo tempo, o preço sobe automaticamente.

O preço do show do Oasis no Reino Unido, por exemplo, chegou a aumentar cerca de 200 libras (cerca de R$ 1.440 na moeda brasileira na cotação atual). Esses valores, que sobem drasticamente em questão de minutos, acabam beneficiando cambistas e fazendo com que o ingresso se torne inacessível para grande parte do público.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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