Implante cerebral

Neuralink: o que é e como funciona o chip cerebral de Elon Musk

A tecnologia que conecta o cérebro a computadores já foi implantada em múltiplos pacientes e expandiu globalmente entre 2025 e 2026, gerando debates sobre o futuro da humanidade.

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A Neuralink, empresa de neurotecnologia de Elon Musk, avança no desenvolvimento de um implante cerebral projetado para conectar a mente humana a computadores. Após o primeiro implante em um paciente humano em 2024, a tecnologia expandiu significativamente, com mais de doze participantes recebendo o dispositivo até o final de 2025.

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A iniciativa tem o objetivo de restaurar funções motoras e sensoriais em pessoas com deficiências severas, mas também abre um leque de possibilidades para o futuro da interação entre homem e máquina.

O dispositivo, cujo implante físico é chamado de "The Link" ou "N1 Implant", dá vida à aplicação conhecida como “Telepathy”. Este chip do tamanho de uma moeda é implantado cirurgicamente no cérebro por um robô de alta precisão, que insere fios ultrafinos e flexíveis em áreas específicas do cérebro para captar os sinais elétricos gerados pelos neurônios e traduzi-los em comandos.

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Esses fios, mais finos que um fio de cabelo, contêm até 3.072 eletrodos capazes de registrar a atividade de milhares de neurônios simultaneamente. A comunicação é feita sem fio, permitindo que uma pessoa controle um cursor de mouse ou um teclado virtual apenas com o pensamento. O primeiro paciente, por exemplo, demonstrou ser capaz de jogar diversos jogos online, como xadrez e Civilization 6, usando a interface.

Quais são as aplicações da tecnologia?

Inicialmente, o foco da Neuralink é médico. O objetivo é ajudar pessoas com tetraplegia, esclerose lateral amiotrófica (ELA) ou outras condições que causam paralisia a recuperar a capacidade de se comunicar e interagir com o mundo digital.

No futuro, a empresa pretende expandir as aplicações para tratar surdez e até doenças psiquiátricas. Um dos projetos mais promissores é o "Blindsight", focado em restaurar a visão, que recebeu status de "dispositivo inovador" do governo americano em 2024.

Elon Musk, no entanto, vislumbra um futuro ainda mais ambicioso. Ele defende que a interface cérebro-computador será essencial para que a humanidade possa acompanhar o avanço da inteligência artificial, criando uma simbiose entre a cognição biológica e a digital. Essa visão de longo prazo inclui a possibilidade de aumentar a memória humana e até mesmo fazer upload de pensamentos.

Desafios e questões éticas

Apesar do potencial revolucionário, a tecnologia enfrenta grandes desafios técnicos e éticos. A segurança do procedimento cirúrgico e a durabilidade do implante a longo prazo são preocupações centrais, como ficou evidente quando o primeiro paciente sofreu uma retração parcial dos fios, um problema que a empresa conseguiu contornar com ajustes de software.

Além disso, a ideia de conectar o cérebro a uma rede levanta questões profundas sobre privacidade e segurança de dados, já que os pensamentos de uma pessoa poderiam, teoricamente, ser acessados ou hackeados.

Com a expansão dos testes clínicos já realizada em 2025, incluindo cirurgias no Canadá e no Reino Unido, o debate sobre os limites e as regras para o uso de interfaces cérebro-computador se torna cada vez mais urgente. A discussão envolve definir quem terá acesso à tecnologia e como garantir que ela não crie uma nova forma de desigualdade social.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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