A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral (AVC), e seu impacto tende a ser ainda maior durante o verão. As altas temperaturas favorecem a dilatação dos vasos sanguíneos, alteram a pressão arterial e aumentam a frequência cardíaca. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o AVC é a segunda principal causa de óbito e a terceira de incapacidade no mundo.

De acordo com informações do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, no Brasil, entre os meses de janeiro e outubro de 2025, a doença foi responsável por 64.471 óbitos, o equivalente a um episódio a cada seis minutos.

De acordo com o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o controle adequado da pressão arterial reduz de forma significativa o risco de AVC e de suas sequelas. A pressão elevada provoca lesões progressivas nos vasos sanguíneos, aumentando a chance de obstruções ou rupturas, especialmente em contextos de estresse térmico, comuns nos períodos mais quentes do ano.

“Durante o verão, pessoas com hipertensão arterial precisam redobrar os cuidados, porque o calor pode intensificar oscilações da pressão arterial e favorecer quadros de desidratação, que elevam o risco cardiovascular e neurológico. Manter o acompanhamento médico e o uso correto das medicações é essencial para prevenir o AVC”, afirma Erika Campana, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC.

Idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico de infarto ou AVC estão entre os grupos mais vulneráveis. Para reduzir os riscos, Erika recomenda:

  • Hidratação frequente
  • Evitar a ingestão de álcool
  • Usar roupas leves
  • Limitar atividades físicas nos horários mais quentes do dia
  • Buscar ambientes ventilados ou climatizados

Além da hipertensão arterial, outros fatores de risco são: diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo e arritmias cardíacas.

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“O verão é um período estratégico para reforçar a conscientização sobre a prevenção. O controle da pressão arterial, aliado a hábitos de vida saudáveis e à atenção imediata aos sinais de alerta, é apontado como uma das medidas mais eficazes para reduzir a incidência do AVC e seu impacto na mortalidade e na incapacidade da população”, destaca a médica.

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