Mais do que uma forma de expressão artística ou um registro de memórias, reunir palavras, seja num papel ou numa tela, é uma atividade complexa para o cérebro. A lucidez do poeta Francisco Alvim, aos 87 anos, é um exemplo prático de como o hábito da escrita pode ser um poderoso exercício para a saúde cognitiva.
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O ato de escrever ativa múltiplas áreas cerebrais simultaneamente, exigindo organização de pensamentos, estruturação de frases lógicas e a busca por vocabulário. Essa ginástica mental ajuda a fortalecer as conexões neurais, as chamadas sinapses. Manter essas vias de comunicação ativas é essencial para preservar a agilidade de raciocínio e a capacidade de aprendizado ao longo da vida, prevenindo o declínio cognitivo relacionado à idade.
Quais são os benefícios?
A prática regular da escrita oferece vantagens para a saúde mental. Desde um simples diário até a criação de pequenas histórias, o importante é transformar ideias em texto.
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Dentre os principais benefícios, destacam-se:
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Estímulo à memória: escrever sobre acontecimentos passados ou planejar o futuro força o cérebro a acessar e organizar informações, exercitando tanto a memória de curto quanto a de longo prazo.
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Organização do pensamento: ao estruturar um argumento ou descrever uma situação, o cérebro aprende a ordenar ideias de maneira mais eficiente, o que acaba refletindo em outras áreas da vida.
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Processamento emocional: registrar sentimentos e experiências, prática conhecida como escrita expressiva, é uma ferramenta eficaz para processar emoções e reduzir o estresse e a ansiedade.
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Foco e concentração: para desenvolver um texto coeso, é preciso manter a atenção na tarefa, ignorando distrações. Com o tempo, essa habilidade de se concentrar vai ficando mais forte.
Por onde começar?
A primeira regra é não se preocupar com a perfeição. Até porque o objetivo é o exercício, não a publicação de uma obra.
Comece com parágrafos curtos, descrevendo seu dia, listando objetivos ou comentando sobre o último filme ou última série que você assistiu. Também pode, simplesmente, deixar os pensamentos fluírem para o papel ou tela de celular ou computador. O importante é criar o hábito e dar ao cérebro o estímulo que ele precisa.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata
