INFECÇÃO

Gangrena de Fournier: quais os primeiros sintomas e como é o tratamento

A infecção rara assusta, mas o diagnóstico precoce é a chave para a cura; entenda os sinais de alerta e os procedimentos médicos adotados

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A gangrena de Fournier é uma infecção rara, mas potencialmente fatal, que avança de forma rápida e agressiva. Trata-se de uma infecção bacteriana necrosante grave, que causa a morte dos tecidos moles. A condição afeta principalmente a região genital, períneo (área entre o ânus e os órgãos sexuais).

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Embora possa atingir qualquer pessoa, é mais comum em indivíduos com condições que enfraquecem o sistema imunológico, como diabetes, desnutrição ou alcoolismo. A infecção geralmente começa a partir de uma lesão na pele ou de um foco infeccioso próximo, permitindo que diferentes tipos de bactérias se multipliquem rapidamente nos tecidos subcutâneos.

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Quais são os primeiros sinais de alerta?

O diagnóstico precoce é o fator mais importante para um desfecho favorável, por isso é fundamental reconhecer os sintomas iniciais. A infecção costuma começar de maneira súbita, com sinais que evoluem em questão de horas. Fique atento a:

  • Dor intensa e desproporcional na região genital, períneo ou perianal.

  • Vermelhidão e inchaço que se espalham rapidamente pela área.

  • Febre alta, calafrios e uma sensação geral de mal-estar.

  • Forte odor na região.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da gangrena de Fournier é imediato, exigindo internação hospitalar. A principal medida é uma cirurgia de emergência chamada desbridamento. Neste procedimento, o cirurgião remove todo o tecido necrosado para impedir que a infecção continue a se espalhar.

Em muitos casos, são necessários múltiplos procedimentos de desbridamento (em média duas a três cirurgias) para garantir a remoção completa da área afetada. O paciente também recebe doses elevadas de antibióticos de amplo espectro por via intravenosa para combater as diversas bactérias causadoras da doença.

A rapidez é essencial, pois mesmo com os avanços no tratamento, a taxa de mortalidade é de 23,2%, de acordo com o artigo “Síndrome de Fournier: análise dos fatores de mortalidade”, do Paulo de Azeredo Passos Candelária.

O atraso no diagnóstico aumenta significativamente o risco de complicações graves, como sepse (infecção generalizada) e falência de órgãos. Por isso, ao notar qualquer sintoma suspeito, a busca por atendimento médico de emergência deve ser imediata.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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