LONGEVIDADE

Você pode viver mais tempo se conseguir fazer esse truque simples com os dedos dos pés

Essa dica para os pés está ajudando muita gente a evitar quedas e dores misteriosas no corpo depois dos 60

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A saúde dos pés costuma receber menos atenção do que joelhos, quadris ou coluna, mas especialistas indicam que essa parte do corpo pode ter relação direta com a longevidade, ou seja, com o quanto a pessoa pode viver com qualidade. Entre vários fatores envolvidos, a força dos dedos dos pés vem sendo apontada como um sinal importante de equilíbrio, risco de quedas e independência na idade mais avançada, influenciando o funcionamento do corpo todo no dia a dia.

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Qual é a relação entre a força dos dedos dos pés e a longevidade?

Estudos publicados desde 2009 mostram que a capacidade de empurrar o chão com os dedos está ligada à menor chance de quedas em idosos e melhor estabilidade ao caminhar.

Em algumas pesquisas, pessoas com dedos fracos ou tortos tiveram até o dobro de chance de cair, em comparação com quem tinha a musculatura dos dedos mais forte. Como quedas com fraturas graves estão entre as principais causas de perda de autonomia após os 65 anos, preservar essa força pode contribuir para uma vida mais longa e ativa.

Por que a força dos dedos dos pés influencia tanto o equilíbrio?

Os dedos dos pés funcionam como uma "primeira linha de defesa" para manter o equilíbrio. Ao caminhar, se levantar de uma cadeira ou dar o primeiro passo, o corpo joga o peso para a frente, e a forma como os dedos apertam o chão ajuda a controlar esse movimento fino e rápido.

Quando a força dos dedos dos pés está baixa, o corpo perde parte desse apoio preciso, o que aumenta a chance de tropeços e desequilíbrios. Especialistas em movimento e caminhada associam dedos fracos a compensações que podem gerar dor e sobrecarga em outras articulações, como:

  • sobrecarga nos tornozelos, que passam a estabilizar mais o corpo;
  • maior pressão sobre joelhos e quadris ao caminhar e subir escadas;
  • mudanças sutis na postura durante a marcha, reduzindo eficiência;
  • compensações musculares que favorecem dores crônicas ao longo dos anos.
A forma como você mexe o dedão do pé pode revelar muito sobre seu futuro físico (e quase ninguém sabe disso)
Esse truque com o dedão do pé pode mudar sua saúde toda

Como testar a força dos dedos dos pés em casa com segurança?

Um dos testes simples usados por profissionais é observar se a pessoa consegue mexer o hálux (o dedão do pé) de forma independente dos outros dedos. Esse gesto funciona como um "sinal" da comunicação entre os músculos do pé e o sistema nervoso, mostrando coordenação entre cérebro, nervos e músculos.

Para ter uma ideia inicial de como está o controle e a força dos dedos, é possível tentar o seguinte teste em casa, sempre interrompendo se houver dor ou desconforto acentuado:

Teste caseiro para avaliar a força e o controle dos dedos dos pés

Preparar a posição
Sente-se ou fique em pé com o pé totalmente apoiado no chão. Mantenha postura confortável, sem tensionar tornozelos ou joelhos.
Movimento do dedão (hálux)
Tente levantar apenas o dedão do pé, mantendo os outros quatro dedos apoiados no chão. Observe se o movimento acontece de forma controlada ou se todos os dedos sobem juntos.
 
Movimento dos quatro dedos
Agora faça o contrário: mantenha o dedão no chão e tente levantar apenas os outros quatro dedos. Note se há tremor, dificuldade ou ausência de movimento.
 
Observação do resultado
Dificuldade em realizar um ou ambos os movimentos é comum em adultos e pode indicar pouco uso da musculatura dos pés ou redução de coordenação.
 
Interrompa o teste se houver dor, câimbra intensa ou desconforto fora do normal.
 
Como interpretar com segurança
Este teste não é diagnóstico. Ele serve como **alerta funcional** para incluir exercícios de fortalecimento e mobilidade dos pés, especialmente em pessoas com histórico de dor, quedas, joanetes ou deformidades.

Muitas pessoas adultas têm dificuldade para fazer uma ou as duas variações, o que pode indicar pouco uso e controle da musculatura dos pés. Esse teste não substitui avaliação de um fisioterapeuta ou médico, mas serve como alerta para incluir exercícios específicos para a força dos dedos dos pés, especialmente em quem já teve quedas, dor ou deformidades.

Como o tipo de calçado pode enfraquecer os pés ao longo do tempo?

Uma das ideias defendidas por muitos profissionais é que o uso prolongado de calçados muito duros, muito acolchoados ou com bico apertado contribui para enfraquecer os músculos dos pés desde a infância. Nesses casos, o pé passa anos preso em um espaço estreito, com pouca liberdade para os dedos se abrirem e se mexerem, e acaba dependendo mais da estrutura do sapato do que da própria força muscular.

Para reduzir esse efeito e favorecer o fortalecimento natural, cresce a recomendação de calçados funcionais, pensados para deixar o pé trabalhar de forma mais livre. Em geral, esses modelos apresentam características como:

O que acontece com os pés quando o calçado faz tudo por eles

USO PROLONGADO

 Pé confinado e passivo

Quando o pé passa anos dentro de calçados muito rígidos, acolchoados ou com bico apertado, ele perde espaço para se mover, se adaptar ao solo e ativar seus próprios músculos.

  • Dedos ficam comprimidos e quase não se mexem
  • A sola grossa reduz a percepção do chão
  • O calçado absorve impactos que o pé deveria aprender a controlar
  • Músculos intrínsecos do pé são pouco ativados

Com o tempo, o pé se torna dependente do sapato, mais fraco e menos responsivo.

ADAPTAÇÃO GRADUAL

Pé ativo e funcional

Calçados que permitem movimento devolvem ao pé o papel que ele sempre teve: sustentar, equilibrar e se adaptar.

  • Bico largo permite abertura natural dos dedos
  • Sola flexível estimula propriocepção
  • Altura uniforme evita sobrecarga no calcanhar
  • Estrutura leve permite resposta muscular real

O pé volta a trabalhar, ganhando força, coordenação e resistência.

Importante: essa transição não é imediata. A adaptação pode levar semanas ou meses, especialmente em quem passou a vida usando calçados muito estruturados. Em idosos ou pessoas com dor, deformidades ou histórico de quedas, a orientação profissional é essencial antes de mudanças bruscas.

A adaptação costuma ser gradual e pode levar semanas ou meses, para que o pé recupere força e resistência sem sobrecarga. Em idosos, pessoas com dor ou alterações importantes na forma dos pés, é recomendável buscar orientação de um profissional de saúde antes de mudanças grandes no tipo de calçado.

Quais exercícios ajudam a fortalecer os dedos dos pés e prevenir quedas?

Estudos com programas de exercícios focados em pés e dedos mostram resultados importantes em poucos meses. Em algumas pesquisas, idosos aumentaram a força dos dedos dos pés em mais de 30% após cerca de 12 semanas de treino específico, com melhora do equilíbrio, do tempo em pé sem apoio e redução do número de quedas.

Para incluir o pé em uma rotina de prevenção, fisioterapeutas costumam indicar exercícios simples, que podem ser adaptados à idade e condição física:

Exercícios que fortalecem os dedos dos pés e ajudam a prevenir quedas

A ideia é treinar quatro funções do pé: pressionar, agarrar, sustentar e sentir o chão. Faça tudo sem dor e com apoio por perto, se necessário.

Por que isso importa? Programas de treino para pés e dedos podem aumentar a força em poucos meses e melhorar equilíbrio e estabilidade no dia a dia — especialmente em pessoas idosas.

Pressionar o chão (força funcional)

Ajuda a empurrar o corpo, frear passos e recuperar estabilidade após pequenos tropeços.

Como fazer (toalha no chão)
  1. Coloque uma toalha estendida no chão e apoie o pé por cima.
  2. Puxe a toalha para você "amassando" com os dedos.
  3. Depois, empurre a toalha para longe esticando os dedos.
O que melhora

Ativação dos músculos profundos do pé e mais controle ao pisar.

Agarrar e controlar (coordenação rápida)

Treina "freios de emergência" dos dedos e melhora resposta a escorregões.

Como fazer (pegar objetos)
  1. Espalhe bolinhas leves, tampinhas ou pedrinhas lisas no chão.
  2. Pegue com os dedos do pé e mova para um recipiente.
  3. Solte com controle, sem deixar cair "de qualquer jeito".
O que melhora

Coordenação fina e tempo de reação do pé.

Sustentar o peso (ponta dos pés controlada)

Fortalece tornozelo e panturrilha, importantes para estabilidade em degraus e mudanças rápidas.

Como fazer (com apoio)
  1. Fique perto de uma cadeira ou parede e apoie a mão se precisar.
  2. Suba devagar na ponta dos pés.
  3. Desça ainda mais devagar (essa é a parte mais importante).
O que melhora

Força + controle na descida, que ajuda a "frear" desequilíbrios.

Sentir o chão (sensibilidade e propriocepção)

Reativa sensores do pé para o cérebro ajustar postura e equilíbrio mais rápido.

Como fazer (caminhada descalço segura)
  1. Caminhe descalço por poucos minutos em superfícies seguras.
  2. Opções: tapete, grama, areia firme ou piso emborrachado.
  3. Evite locais com risco de cortes, frio extremo ou umidade escorregadia.
O que melhora

Sensibilidade do pé e ajustes automáticos de equilíbrio.

Segurança: pare se houver dor, formigamento forte ou câimbras intensas. Pessoas com histórico de quedas, deformidades importantes, neuropatia, diabetes ou dor persistente devem buscar orientação profissional.
Pés fortes não servem só para caminhar — servem para não cair.

Esses exercícios, combinados com fortalecimento de tronco, quadris, coxas e pernas, compõem um cuidado mais completo para manter a capacidade de andar, diminuir dores articulares e preservar autonomia. Mesmo mudanças simples, como escolher sapatos mais adequados e dedicar alguns minutos por dia aos pés, já podem contribuir para melhor equilíbrio e envelhecimento mais ativo.

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