Os nomes no páreo para a Fazenda e a Casa Civil no quarto mandato de Lula
Reeleição do petista movimenta os bastidores da política em Brasília para definir quem ocupará as duas pastas mais importantes da Esplanada dos Ministérios
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Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as mudanças na Esplanada dos Ministérios passaram a ser especuladas ainda enquanto o petista discursava na noite deste domingo, 25, em São Paulo. As principais mudanças em debate no governo passam pela Casa Civil e pelo Ministério da Fazenda.
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Para a Casa Civil, o senador Camilo Santana (PT-CE) ganhou força ao trabalhar pela reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e ao assumir a coordenação vitoriosa da campanha de Lula. Outro que se fortaleceu nesse processo foi o senador eleito pela Bahia, Rui Costa (PT), que ajudou a garantir ao presidente 71,31% dos votos válidos no estado. Quem se enfraqueceu nessa disputa foi o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, derrotado no primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo e que era apontado como possível nome para despachar no Palácio do Planalto.
Haddad é cotado para voltar a chefiar a equipe econômica, mas o desgaste acumulado no atual mandato deve levar Lula a deslocar o correligionário para outra pasta. Uma das possibilidades é o Ministério da Educação. Quem passou a ser cogitado para a Fazenda é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que sonha em ser o sucessor de Lula nas eleições de 2030. Para isso, ele sabe que precisará ganhar espaço em Brasília. Formado em matemática, Fonteles foi secretário da Fazenda do Piauí de janeiro de 2015 a março de 2022, no governo de Wellington Dias.
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Outro nome apontado para a Fazenda é o do vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin. No atual mandato, o ex-governador de São Paulo foi elogiado pela aproximação com o empresariado à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A avaliação entre auxiliares de Lula é que esse capital político pode ajudar o governo a reconstruir pontes com parte do PIB e com o setor financeiro.