A cópia de modelo americano que irritou aliados do PT na campanha
Lideranças de esquerda não aprovaram os atos políticos com muita cara de "espetáculo" e pouco contato direto de Lula com os eleitores
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Ganhe ou perca no segundo turno, Lula vai ouvir críticas de aliados ao modelo dos atos políticos adotado na campanha do PT em 2026.
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O partido testou algo parecido com as convenções americanas, em um formato muito mais próximo de um “espetáculo para ser visto” do que daquele comício em que o candidato tem contato direto com os eleitores.
A coluna ouviu de um influente ministro petista que, sobretudo em se tratando de Lula, a mudança não fez qualquer sentido, já que “uma das principais características dele é justamente a proximidade com o povo”.
Além da distância em relação aos eleitores, aliados chamam a atenção para o fato de que, nesse novo modelo de atos, até as lideranças partidárias ficaram longe do candidato.
“Onde estavam as lideranças se amontoando em cima do palco, se espremendo atrás de Lula? Aquela imagem conta uma história, mostra força. E, em muitas cidades, isso não aconteceu.”
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Em um desses atos, o presidente de um partido aliado ficou afastado de Lula, em um cercadinho improvisado. Ao questionar o cerimonial sobre aquele modelo, ouviu que eram ordens da “dona Janja“.