Com alianças à esquerda, Motta avança no caminho para conter a força do PL na Câmara
PDT e PSB decidiram apoiar o plano do atual presidente da Câmara de se manter no posto, apesar de a maior bancada ser do partido de Flávio Bolsonaro
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Enquanto o PL ainda se dedica à campanha ao Palácio do Planalto de Flávio Bolsonaro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avança para ampliar sua rede de apoio na tentativa de ser reconduzido ao posto a partir de fevereiro do ano que vem.
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Motta, que já havia negociado um acordo com vários partidos do Centrão, o grupo do qual faz parte, ganhou o reforço de duas legendas de esquerda, o PDT e o PSB. O plano dele é fechar uma aliança ampla com o Centrão e os principais partidos da atual base de apoio do governo para fazer frente ao PL, que terá uma bancada de 121 deputados na próxima legislatura.
O atual presidente da Câmara espera contar também com o apoio da bancada do PT, que deve se reunir após o segundo turno para tratar do assunto. Um deputado do PSB disse ao PlatôBR que o apoio do partido independe do resultado da eleição presidente e que a construção em torno de Motta representa uma união do Centrão com a esquerda para fazer frente à direita na Câmara.
“Essa é uma forma de nosso campo fazer um contraponto de peso e esse desenho deve acontecer independente do cenário no Executivo”, disse o parlamentar. O PSB terá 15 representantes na Câmara. Já o PDT terá uma bancada de 17 deputados. As duas legendas divulgaram uma nota conjunta nesta quarta-feira, 21. Nosso compromisso estratégico com a reeleição do presidente Lula e a construção das condições políticas para um quarto mandato orienta essa posição, reafirmando a necessidade de consolidar as conquistas sociais e impedir retrocessos, diz o texto.
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Com o compromisso dos partidos de esquerda, se o cenário não mudar até o início do ano que Motta terá uma maioria confortável para se manter no cargo. Na semana passada, ele recebeu apoio de dez outros partidos.