Após ficar de fora da Câmara, candidata de Nikolas no DF defende mudança nas regras
Com 67,2 mil votos, Mariana Naime (PL) foi a mulher mais votada do DF para a Câmara, mas não se elegeu
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Mulher mais votada para a Câmara no Distrito Federal, Mariana Naime (PL) ficou sem a vaga, mesmo com 67.218 votos obtidos na urna. O desempenho, superior ao dos deputados eleitos Agnelo Queiroz (PT) e Reginaldo Veras (PV), deixou a capital da República sem uma representante feminina na Casa a partir da próxima legislatura. Após a derrota, a candidata, apoiada por Nikolas Ferreira (PL-MG), defendeu a revisão das regras eleitorais em entrevista ao Política em Minutos, parceria do PlatôBR com a Léo Dias TV.
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Mariana afirmou que a bancada federal do DF ficará sem uma representante feminina e que isso compromete a construção de pautas voltadas às mulheres. Como você vai construir pautas, projetos, proposições, se você não tem uma mulher para discutir aquilo que ela vive?, questionou. Eu acho que a gente precisa mudar o sistema eleitoral, as regras do sistema eleitoral vigente, declarou. Para a bolsonarista, a mudança deve partir de quem já foi eleito: As mulheres não podem ficar sem voz, disse.
A candidata também criticou a aplicação das cotas de gênero. Tivemos 30% de fundo, 30% na nominata, mas na hora de efetivar a lei, nós não temos espaço, afirmou. Segundo ela, há poucas mulheres dispostas a disputar eleições por causa da tripla jornada e de um sistema já fechado e consolidado machista dentro da política. A candidata disse, ainda, que não pretende sair de cena. Hoje a gente tem essa legitimidade de falar: eu represento quase 70.000 pessoas. Então temos espaços, vamos ter acesso e vamos continuar nossa luta, declarou.
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A eleição para a Câmara segue o sistema proporcional, em que as vagas são distribuídas primeiro entre partidos e federações, conforme a votação total de cada legenda, e só depois ocupadas pelos candidatos mais votados de cada sigla, o que pode deixar de fora quem teve mais votos individuais do que eleitos de outras legendas, como Mariana, já que o PL conquistou três das oito cadeiras do DF, preenchidas por Alberto Fraga, Thiago Manzoni e Izalci Lucas todos com mais votos que ela.