Os poucos metros que vão separar os desafetos Michelle e Carlos Bolsonaro no Senado
A reação fria da ex-primeira-dama aos elogios de Flávio ao irmão mostrou que a reconciliação entre madrasta e enteado ainda está longe de acontecer. Os dois foram eleitos senadores no último domingo
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A reação fria de Michelle Bolsonaro (PL-DF), que em um evento da campanha de Flávio Bolsonaro nesta semana evitou aplaudir os elogios do presidenciável do PL ao irmão Carlos Bolsonaro (PL-SC), voltou a expor os ruídos e as tensões nas relações dentro do clã. O gesto, registrado em vídeo e amplamente repercutido nas redes sociais, reacendeu os holofotes sobre os antigos desentendimentos entre a madrasta e seus enteados. A reconciliação, ao que tudo indica, ainda parece distante. Mas não faltarão oportunidades daqui por diante para eles fazerem as pazes ou para darem outras provas públicas de que as confusões persistem.
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Ambos eleitos para o Senado no último domingo, 4, a partir do ano que vem Michelle e Carlos Bolsonaro se sentarão a poucos metros um do outro no plenário da casa, onde as posições das bancadas de cada unidade da federação são pré-definidas. Ela, eleita pelo Distrito Federal, ficará nas primeiras fileiras, enquanto Carluxo, que representará Santa Catarina, se sentará pouco atrás, do mesmo lado.
O episódio mais recente do histórico de atritos e disputa por espaço e influência sobre Jair Bolsonaro ocorreu quando Flávio, escolhido por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência, relatou a satisfação do pai com a eleição de Carlos para o Senado. “Fiquei feliz que ele ficou feliz com o resultado de domingo, que ficou aliviado com a eleição do Carlos como senador em Santa Catarina também. Era uma preocupação”, disse Flávio, arrancando aplausos dos correligionários que o cercavam. Michelle estava ali, mas ficou indiferente e não acompanhou os demais nas palmas.
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Nos últimos anos, Michelle e Carlos Bolsonaro protagonizaram divergências por motivos diversos, com direito a alfinetadas públicas nas redes sociais. Nem mesmo a declaração da ex-primeira-dama afirmando ter perdoado o enteado mas ressalvando que preferia manter distância e a admissão pública do desgaste feita por Jair Bolsonaro foram suficientes para selar uma trégua definitiva.