O indicador econômico que será uma pedra no sapato do próximo presidente

A inflação é um problema já precificado para 2026 que ainda pode ser agravado pelos riscos climáticos e pelos conflitos que podem elevar o custo de vida dos brasileiros com alimentos e combustíveis, por exemplo

Publicidade
Carregando...

Seja quem for o presidente da República em 2027, a inflação será um problema de curto prazo e os dados de curto prazo não são muito animadores. As expectativas do mercado para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro mostram uma reaceleração do fenômeno econômico que decorre da alta generalizada de preços.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

O economista-chefe do banco Daycoval, Rafael Cardoso, espera uma alta de 0,72%, impulsionada pelo fim dos descontos temporários na conta de energia elétrica proporcionados pelo bônus de Itaipu e pela volta da pressão nos preços das passagens aéreas e dos alimentos. Caso o resultado se confirme, em 12 meses a taxa atingirá o teto da meta, de 4,5%. 

Para o ano, Cardoso espera uma alta de 5% do IPCA. O quadro pessimista ainda conta com um fator adicional: a possibilidade de eventos climáticos adversos ainda no segundo semestre, em decorrência do El Niño, demanda cautela. Os economistas Basiliki Litvac e Alexandre Maluf, da XP, elevaram de 5% para 5,1% a expectativa de inflação para 2026. Para o próximo ano, a expectativa subiu de 4,2% para 4,4%, com risco de novas revisões para cima.  

O primeiro risco para 2027 decorre da intensidade e da duração do El Niño, o que pode impactar a oferta de alimentos de modo mais prolongado. Além disso, as condições hidrológicas podem se tornar mais desfavoráveis a depender da intensidade do fenômeno climático, levando ao acionamento de bandeiras tarifárias com custo extra para os consumidores. Por fim, os combustíveis são um problema adicional para o próximo presidente.  

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O prolongamento dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, com instabilidade nos fluxos de transporte de petróleo e prejuízos à infraestrutura de refino, pode elevar ainda mais os diferenciais entre as cotações internacionais e os preços domésticos de combustíveis. Se essa realidade perdurar, um realinhamento de preços nas refinarias será inevitável, afirmaram Litvac e Maluf em relatório distribuído aos clientes.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay