Após o 1º turno, nem um pio sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas
Publicações nas redes com questionamentos sobre o sistema eleitoral cresceram na reta final da campanha, mas desaparecerem depois de um resultado amplamente favorável à direita
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Passaram-se mais de 24 horas da proclamação oficial do resultado do primeiro turno das eleições de 2026 e, até agora, ninguém contestou os números.
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Nadinha. Nem um pio.
Nem oficialmente, junto ao TSE, nem em declarações públicas ou postagens nas redes sociais.
Zero contestações de candidatos. E de eleitores também.
Antes do pleito, analistas políticos diziam que divergências entre pesquisas e os dados extraídos das urnas poderiam vir a ser exploradas politicamente para alimentar desconfianças em relação ao sistema eleitoral.
Na reta final, aumentou o número de publicações que questionavam a confiabilidade das urnas, segundo constatou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque.
Em julho, enquanto tentava se esquivar de crises na pré-campanha, Flávio Bolsonaro defendeu a presença de observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil neste ano, o que é costumeiro.
O contexto era um encontro com empresários no qual o candidato do PL à Presidência da República tinha dito que o TSE usa urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, algo já desmentido algumas vezes pela Justiça Eleitoral, atualmente comandada pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro ao STF.
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Com o resultado das urnas bastante favorável à direita na Câmara, no Senado, nos governos estaduais e na disputa presidencial, absolutamente ninguém tocou no assunto. Ninguém.