Os problemas econômicos no caminho do próximo presidente
Quem for eleito para comandar o Palácio do Planalto a partir de 2027 terá de buscar soluções para diferentes desafios postos que podem enterrar o país na vala do baixo crescimento e da inflação alta
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Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passe a ocupar o Palácio do Planalto a partir de 2027, buscar soluções para os desafios econômicos já conhecidos terá de ser prioridade para que o país não caia na armadilha do baixo crescimento e da inflação alta.
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Sem medidas contundentes para reduzir as despesas, o Brasil corre o risco de cair em dominância fiscal — quando o endividamento do governo sobe tanto que o Banco Central perde o poder de controlar a inflação apenas com o aumento da taxa de juros.
O principal desafio do país passa por reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública. Após quatro anos da gestão petista, o endividamento do Estado brasileiro deve subir 12 pontos percentuais, para 83,7% do PIB, segundo projeções apresentadas pelo próprio governo no Projeto de Lei Orçamentária Anual do próximo ano.
Conter o ritmo de alta da dívida pública é essencial para a redução dos juros e para que o Brasil atraia investimentos. Quando não há confiança na capacidade do governo de pagar os títulos públicos, o capital estrangeiro foge. Na prática, a falta de confiança na solvência da economia assombra o país e é um risco real para os próximos anos.
Além das contas públicas, o próximo ocupante do Palácio do Planalto precisará enfrentar desafios de curto prazo na área internacional. Buscar formas de solucionar o impasse tarifário com os Estados Unidos é outro problema no caminho do futuro presidente. Trump sobretaxou os produtos brasileiros e a relação entre os dois países está deteriorada. As negociações até aqui não apontam para uma solução no curtíssimo prazo.
Com China, o maior parceiro comercial do Brasil, o desafio é manter o ritmo de crescimento exportações e tentar acabar com o sistema de cotas imposto por Pequim à carne brasileira. A potência asiática, segunda maior economia do mundo, também tem buscado formas de reduzir a dependência de commodities de outros países, o que pode afetar em cheio a balança comercial com o Brasil.
Com a União Europeia, é preciso destravar o acordo comercial com o Mercosul e tentar liberar a venda de produtos de origem animal, que estão vetados do bloco comercial desde setembro.
Por fim, a regulamentação da reforma tributária não está concluída. O governo precisa definir as alíquotas do Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos.
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Seja quem o próximo presidente, enfrentar esses desafios será essencial para que o país retome a trajetória de crescimento e prosperidade.