Por que Lula e o PT farão de tudo para encerrar a eleição no primeiro turno
Otimismo na campanha vem acompanhado do reconhecimento de que Flávio Bolsonaro teria mais espaço para crescer em eventual segunda rodada
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A campanha de Lula está otimista de que o presidente possa garantir a reeleição, por uma margem muito pequena, no primeiro turno, no próximo domingo, 4.
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O otimismo vem acompanhado de um componente muito forte de torcida, porque há um entendimento consensual em Brasília de que Flávio tem mais potencial de crescer do que o petista em eventual segundo turno.
“O segundo turno daria fôlego ao Flávio”, disse à coluna um parlamentar do PT.
A confiança do lado da esquerda se baseia na avaliação de que Lula “pautou o debate nacional” nos últimos 10 dias, “deixando Flávio na defensiva”. Também entende-se, no entorno do presidente, que “o pior momento da crise envolvendo Alexandre de Moraes já passou”.
“De todo modo, será no detalhe. Será por um fio de cabelo”, comentou um outro deputado petista.
Reajuste do Bolsa Família, promessa de canetas emagrecedoras no SUS, discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU e anúncio do fim das bets além da fake news de Nossa Senhora Aparecida: esse é o combo que o PT acredita que tenha tido reflexo positivo e ajudado a “ofuscar o caso Master e a crise no STF”, nas palavras de um petista.
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“O Flávio sumiu na última semana, praticamente. Se a gente conseguir seguir nessa toada e emplacar mais duas ou três coisas nesta reta final, vai dar primeiro turno”, afirmou um interlocutor da campanha.