Jogada de campanha: o que Lula decidiu, afinal, sobre as bets
Com foco eleitoral nesta reta final da campanha, a medida é tratada no governo como uma forma de "proteção às famílias e à economia popular". As restrições vão abranger cassinos on-line e apostas esportivas
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Em sua mais nova cartada nesta reta final da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, vai anunciar nesta sexta-feira, 25, que o governo proibirá o funcionamento das bets no país. A decisão será detalhada no fim da tarde pelo próprio presidente, em um evento em São Paulo. O Palácio do Planalto fala em “novas medidas de proteção às famílias e à economia popular”.
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As restrições deverão atingir tanto os jogos como o do “Tigrinho” e os cassinos on-line quanto as apostas esportivas baseadas em resultados das partidas de futebol. Depois de discussões dentro do governo e da campanha, Lula optou por uma medida mais contundente e ampla. Até dias atrás, a ideia era poupar as apostas esportivas e proibir somente a publicidade das bets.
Para amortecer a reação dos grandes clubes de futebol, que já haviam se insurgido publicamente contra as restrições e chegaram a ameaçar realizar protestos contra o presidente, uma vez que boa parte de suas receitas vêm hoje das bets, o governo tende a anunciar também medidas para aliviar o caixa das agremiações. A ideia é oferecer crédito facilitado e aos clubes e um programa de renegociação de dívidas.
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Outra medida que deve acompanhar a proibição das bets é uma nova modalidade do Desenrola, desta vez focada especificamente em dívidas antigas.