Entre críticas e elogios, Celina Leão revela como ficou a relação com Ibaneis Rocha

Durante entrevista, governadora reconheceu obras do antecessor, apontou a crise do BRB e rombo nas contas públicas como "problemas", mas descartou rompimento: "Tenho respeito"

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A relação entre Celina Leão (PP) e Ibaneis Rocha (MDB) entrou numa nova e curiosa fase na política: não há conversa, mas também não há, ao menos oficialmente, rompimento. Em entrevista ao Política em Minutos, parceria do PlatôBR com a LeoDias TV e que será transmitida na noite desta quarta-feira, 23, a governadora e candidata à reeleição revelou que não encontrou nem falou por telefone ou mensagens com o antecessor desde o embate público, por meio das redes sociais, ocorrido no fim do mês de maio. 

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Na ocasião, Ibaneis reclamou de “decepções” com a antiga vice e anunciou um “realinhamento de posições”. Como resposta, Celina usou a frase que demarcou sua personalidade no comando do Palácio do Buriti: “Sucessão nunca será submissão”. De lá para cá, a convivência mudou. “Nunca mais encontrei o Ibaneis depois que eu tive aquela discussão na internet. Nunca mais. Nem por telefone, disse.

A falta de diálogo, contudo, não impede Celina de reconhecer o legado do ex-governador nem apagar os acertos e, da mesma forma, os erros de quem saiu. “Eu o respeito pelas coisas [boas] que ele fez, de obras, do legado e do governo que me deixou. Tenho críticas pontuais , como a questão do BRB, a questão econômica também, que eu herdei e que foi muito difícil, mas eu tenho respeito por ele”, garantiu.

Apesar da distância atual e das críticas, Celina evita assinar o atestado de óbito da aliança que resultou na vitória em primeiro turno da chapa nas eleições de 2022. “Acho que não tem necessidade de um rompimento. E argumentou: “Ele [Ibaneis] é um político diferente dos demais. Teve dois mandatos, mas nunca foi um político tradicional. Ele sempre foi mais fechado mesmo, então acho que o Ibaneis é diferente e temos que levar isso em conta”. 

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Líder nas intenções de voto para o Governo do Distrito Federal, segundo as pesquisas mais recentes, Celina diz querer manter as portas abertas para dialogar com quem lhe passou a faixa do Buriti. O detalhe é que, pelo menos até agora, os telefones de ambos insistem em discordar.

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