Lula, Flávio e o PIB: candidatos se movem para angariar apoios de última hora

O petista terá um novo encontro com representantes do setor empresarial e será instado a falar sobre corte de gastos após reajustar o Bolsa Família e anunciar canetas emagrecedoras no SUS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá mais uma oportunidade para contornar as resistências do empresariado à sua reeleição em um novo encontro com empresários. O petista participará na próxima sexta-feira, 25, em São Paulo, de um jantar organizado pelo grupo Esfera, do empresário João Camargo. Estão sendo convidados para o encontro empresários e executivos de diversos setores. O desafio principal de Lula será o mesmo do jantar que teve com representantes do PIB no jantar que ofereceu semanas atrás no Palácio da Alvorada: explicar como pretende conter os gastos públicos caso ganhe mais quatro anos no Planalto. 

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Lula tem baseado seu discurso econômico na premissa de que o orçamento é que precisa ser adaptado à realidade brasileira e ao contexto mundial, que deve limitar o crescimento. Em linha com o discurso defendido pelo PT e na contramão do ajuste fiscal defendido pela classe empresarial e pelo setor financeiro, ele fala em “incluir o pobre no orçamento”. Diante do conflito, discussões como a de uma possível mudança na meta da inflação, com a consequente redução de juros, tornaram-se um tabu para a campanha. Neste novo encontro com empresários, Lula provavelmente será cobrado por anúncios recentes feitos pelo governo que foram considerados eleitoreiros pelo mercado, devido ao impacto para as contas públicas: o reajuste do Bolsa Família e o fornecimento de canetas emagrecedoras pelo SUS.

Devem acompanhar Lula no jantar de sexta o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O ministro Bruno Moretti (Planejamento) e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, também foram convidados.

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Se, de um lado, Lula encontra resistência entre a classe empresarial, de outro Flávio Bolsonaro, seu principal oponente nestas eleições, parece ter encaminhado um discurso mais palatável para esse público. O candidato do PL tem prometido cortar gastos. Esse, aliás, já virou um dos temas centrais em seu discurso de campanha. “Trata-se de uma proposta muito simples. O país precisa gastar somente o que que arrecada. Para quê? Para poder reduzir imposto”, disse um representante da campanha ao PlatôBR. Flávio Bolsonaro também foi convidado pelo grupo Esfera para um evento similar ao que será realizado com Lula, mas até esta segunda-feira, 21, não havia confirmado a data.

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