Polícia Civil tenta recuperar protagonismo na corrida pela Câmara Legislativa do DF

Ascensão do presidente da CLDF, Wellington Luiz, em pesquisa indica estratégia da categoria para transformar representação institucional em força política no DF

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A mobilização interna na PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) volta a reverberar no tabuleiro eleitoral de Brasília, nos mesmos moldes do que ocorria durante as gestões do falecido ex-governador Joaquim Roriz. De acordo com levantamento estimulado do Instituto Igape, encomendado pela TV Record e divulgado nesta segunda-feira, 21, o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), alcançou 3,2% das preferências de voto dos brasilienses entrevistados pelo instituto. Há outros nome ligados à corporação, mas o distrital desponta na liderança, segundo o mais recente levantamento elaborado pelo instituto de pesquisa.   

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O emedebista aparece entre os preferidos de seu partido e na terceira posição geral na corrida por uma das 24 cadeiras de deputado distrital. Na pesquisa anterior, datada de 23 de agosto, de acordo com os mesmos dados obtidos pela coluna, o político registrava 1,7% e ocupava o 15º lugar entre os mais lembrados pelos brasilienses. Vale lembrar que pesquisas sobre candidaturas proporcionais indicam apenas os mais populares dentro da cartela apresentada aos escolhidos na hora da entrevista. 

O crescimento do parlamentar indica mais que apenas a reeleição: sinaliza a intenção da retomada do protagonismo da PCDF nas eleições de Brasília, nos moldes do que ocorreu na época de Roriz, quando a categoria elegeu lideranças policiais relevantes, sobretudo para legitimar discussões sobre remuneração, estrutura policial, tecnologia e condições de trabalho da categoria.

Aposentado da corporação, Wellington Luiz presidiu o Sinpol-DF (Sindicato dos Policiais) por quase 12 anos e comanda a CLDF pelo segundo mandato consecutivo. Há, ainda, uma razão adicional de policiais para ter o olhar para a CLDF: o orçamento do DF para 2027 já tramita na Câmara Legislativa e prevê R$ 49,797 bilhões, além de aproximadamente R$ 30,3 bilhões do FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal), destinado, entre outras áreas, à manutenção da segurança pública

Lideranças policiais têm defendido maior convergência eleitoral em torno de Wellington, sob o argumento de que uma representação politicamente fortalecida pode ampliar a interlocução, tanto com o governo local quanto o Palácio do Planalto. Atualmente, o parlamentar é tido como um dos principais aliados da atual governadora Celina Leão (PP), apontada como predileta na disputa pelo Palácio do Buriti.

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Apesar de comandar o MDB, o distrital manteve o apoio à reeleição da atual governadora em meio às diferenças ela e o antecessor Ibaneis Rocha, também emedebista. Por integrar o Centrão, o MDB consegue dialogar com o atual governo Lula (PT) e, da mesma forma, não terá dificuldades de negociar em eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL).  

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