O que diz Bia Kicis sobre ser citada em investigação da PF sobre o filme ‘Dark Horse
Deputada aparece entre os parlamentares que teriam indicado emendas à entidade vinculada a Karina Gama, dona da produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro
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A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou à coluna que é a favor do andamento das investigações da PF (Polícia Federal) que apuram supostas irregularidades no repasse de emendas parlamentares a organização presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A candidata ao Senado pelo DF, que não está entre os alvos da operação desta quinta-feira, 10, é citada em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) usado para embasar a ação policial autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
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Segundo o documento, a deputada teria movimentado atipicamente R$ 3,4 milhões entre maio de 2025 e maio de 2026 R$ 1,7 milhão em créditos e igual montante em débitos. A verba das emendas parlamentares sob suspeita dos investigadores, no entanto, não chegou a ser efetivamente repassada, em decorrência de problemas técnicos no contrato que garantiria o pagamento dos recursos.
À coluna, Kicis defendeu o andamento das investigações: “Se existe alguma irregularidade, que seja investigada, com provas, dentro da lei e respeitando o devido processo legal”. “Ninguém está acima da lei”, disse a parlamentar. “A Polícia Federal é uma instituição de Estado, não de governo. E é exatamente por isso que qualquer suspeita de uso político da instituição precisa ser tratada com muita seriedade”, prosseguiu.
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Mais cedo, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação ‘Make Up’, que apura as movimentações financeiras relacionadas ao financiamento do filme em homenagem a Bolsonaro. A ação investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, operado por uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.