Petróleo a US$ 100 acende sinal de alerta do governo e pode frear queda de juros
Temor no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda é de que o encarecimento da commodity afete o preço dos combustíveis, eleve a inflação e leve o Banco Central a suspender o ciclo de corte da Selic
compartilhe
A cotação do barril do petróleo a US$ 100 acendeu o sinal de alerta no governo e na equipe econômica, que reduziu os impostos federais para o etanol, o diesel e a gasolina para tentar conter a escalada de preços. O temor no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda é de que o encarecimento da commodity afete o valor dos combustíveis, eleve a inflação e obrigue o Banco Central a frear o processo de queda de juros.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Entre junho e agosto, os resultados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e das prévias da inflação mostraram uma queda consistente dos preços, o que levou parte do mercado a apostar que a autoridade monetária seguirá com cortes de juros de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. A se confirmar esse cenário, a taxa chegará ao fim de dezembro em 13,25%. Só que o encarecimento dos combustíveis, reflexo da alta no preço do petróleo, tem potencial para provocar um efeito cascata sobre os valores de mercadorias e serviços.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
No fim das contas, o Banco Central ficará dependente de dados inflacionários para decidir se seguirá ou não com o corte de juros até o fim do ano. A tendência é que na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para os dias 15 e 16 deste mês, os diretores da autoridade monetária reduzam a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75%. A continuidade do ciclo de cortes, entretanto, dependerá dos resultados seguintes do IPCA e das projeções do mercado.