Adversários na corrida ao governo do DF se unem em ofensiva contra Celina Leão

Sete candidatos ao governo local acionaram nesta terça-feira, 8, o Ministério Público para investigar supostas irregularidades em contratos mantidos pela administração da governadora

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Candidatos ao governo do Distrito Federal (GDF) protocolaram nesta terça-feira, 8, uma representação no MPDFT (Ministério Público do DF e Territórios) pedindo a abertura de investigação cível e criminal contra a governadora Celina Leão (PP). A denúncia envolve supostas irregularidades em contratos mantidos pelo Executivo local com empresas que teriam repassado R$ 1,4 milhão a empresa ligada a familiares da titular do Palácio do Buriti. 

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Celina nega as acusações e atribui a representação a uma tentativa de desgaste de sua candidatura, liderada pelo principal adversário na corrida ao Buriti, José Roberto Arruda (PSD). Esse é o bonde do Arruda, um cara que foi condenado e está inelegível; o outro candidato, que era advogado dele, com o PT, que foi o atraso. Isso significa que estou no caminho certo. Quando todos se juntam querendo criar uma ilegalidade em algo que não é ilegal, eu estou muito tranquilo. Partem para um debate muito baixo, atacam a família das pessoas. E isso a população do DF não vai tolerar”, disse a governadora após agenda de campanha. 

Segundo a representação, as supostas irregularidades começaram quando Celina ainda era vice-governadora e continuaram após a sua posse como governadora, em março. No pedido de investigação, Arruda e outros sete postulantes ao GDF apontam que a empresa pertencente ao marido da governadora, Fabrício Faleiro Ferreira, e à filha, Bruna Victória Leão Machado de Araújo, emitiu 14 notas fiscais de R$ 100 mil entre maio de 2025 e junho de 2026. Em julho, teria, de acordo a denúncia, ocorrido um novo pagamento de R$ 100 mil, desta vez feito pela 3J Facilities, empresa apontada como prestadora de serviços à Real JG. Outras quatro parcelas (no total de R$ 400 mil) teriam sido pagas já durante sua gestão à frente do Executivo.

Os postulantes ao Executivo local questionam a manutenção dos repasses mesmo após a mudança de cargo e defendem que a troca da empresa pagadora, às vésperas do período eleitoral, seja investigada para verificar eventual dissimulação da origem ou do destino dos recursos. Eles apontam possíveis indícios de conflito de interesses, improbidade administrativa, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, além de eventual repercussão eleitoral. Em paralelo, pedem o envio do caso à PGR (Procuradoria-Geral da República) e à PRE-DF (Procuradoria Regional Eleitoral).

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Além de Arruda, assinam o pedido de investigação: Elisson Ferreira (Agir), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB) e Rico Pinheiro (PRTB).

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