Para o Planalto, Mendonça transforma crise em ‘guerra política’

Auxiliares de Lula dizem que o ministro tenta colar a dupla Moraes-Andrei à imagem do presidente e, com isso, beneficia Flávio Bolsonaro

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Na avaliação de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao decidir afastar do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro André Mendonça transformou a crise da Suprema Corte em uma guerra política em plena campanha eleitoral.

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Interlocutores do petista dizem que, com a decisão, Mendonça trabalha para associar o governo ainda mais à crise ao tentar colar a imagem de Rodrigues à de Alexandre de Moraes. Nas entrelinhas, avaliam, o ministro tenta posicionar a dupla ao lado de Lula, o que beneficia o principal rival do presidente na corrida pelo Planalto, o senador Flávio Bolsonaro, do PL.

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Outro ponto que chamou atenção foi o fato de André Mendonça ter submetido sua decisão monocrática à Segunda Turma do STF, em sessão virtual. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já depositaram seus votos e acompanharam a decisão de Mendonça em favor do afastamento. Gilmar Mendes pediu vista. A AGU (Advocacia-Geral da União) já prepara recurso.

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