No meio da guerra no STF, chefe da PF se fortalece ainda mais junto ao Planalto

Criticado por petistas por não conter investigações, Andrei Rodrigues deve seguir no cargo. Ele é uma das autoridades que aparecem no explosivo relatório revelado na semana passada por André Mendonça

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A permanência do delegado Andrei Rodrigues à frente da Polícia Federal tem sido questionada entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação de pessoas do círculo mais próximo do petista, porém, qualquer movimento a esta altura do processo eleitoral pode ser prejudicial. Andrei tem sido alvo de críticas diversas entre os próprios governistas. Alguns petistas, por exemplo, reclamam da falta de controle sobre a PF ao se referirem àquilo que chamam de “vazamentos seletivos” que teriam o objetivo de prejudicar a campanha do presidente à reeleição.

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O diretor-geral da PF é uma das autoridades que aparecem, assim como o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no relatório tornado público na semana passada pelo também ministro André Mendonça. A derrubada do sigilo do documento abriu a crise sem precedentes que a corte enfrenta, que escalou com uma contra-ofensiva de Moraes sobre Mendonça. O desenrolar da guerra interna deverá ter um próximo capítulo nos próximos dias. Caberá ao presidente do tribunal, Edson Fachin, o que fazer após o prazo de cinco dias que deu aos dois ministros para se manifestarem acerca das acusações.

Andrei, que corre por fora como personagem da guerra, ganhou ainda mais força com Lula, de quem é muito próximo, após o presidente considerar que ele acertou ao não aceitar um movimento de reaproximação com André Mendonça. A tentativa de aproximá-los chegou a ser defendida pelo próprio petista, que escalou o ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para a tarefa. O movimento ocorreu bem no auge da sucessão de revelações sobre o escândalo do INSS que expuseram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, primogênito do presidente. A exemplo do caso Master, as investigações sobre o caso estão sob a relatoria de Mendonça. Mesmo diante dos apelos para solucionar uma relação que já vinha há meses sendo marcada por desconfianças, Andrei Rodrigues resistiu a estabelecer um canal de diálogo com o ministro.

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O diretor-geral da PF ganhou mais pontos após a conversa que Lula teve com o ministro Gilmar Mendes na terça-feira, 1º, mesmo dia que Mendonça liberou o acesso ao relatório-bomba. Gilmar pediu ao presidente que apoiasse Andrei, em mais um capítulo da guerra explosiva travada na cúpula da República que, ao que tudo indica, ainda está longe de ter um desfecho.

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