A reação de delegados da PF ao pedido de Gilmar Mendes contra atuação no STF
Ministro sugeriu ao presidente da corte, Edson Fachin, a retirada de agentes da corporação dos gabinetes de integrantes do Supremo
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O presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Evandir Paiva, classificou como “lamentável” a sugestão que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, para proibir a atuação de delegados da PF nos gabinetes do tribunal.
É lamentável a postura do ministro Gilmar Mendes em relação à atuação dos delegados da Polícia Federal. Os profissionais destacados para atuar nos gabinetes dos ministros estão ali justamente em razão de sua expertise e de seu conhecimento técnico, características próprias da atividade de delegado da PF”, disse Paiva.
O pedido foi feito a Fachin em meio à crise institucional envolvendo o STF e às discussões sobre uma reforma ampla do Judiciário, coordenada pelo presidente do Supremo e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Segundo o presidente da ADPF, os “problemas atuais da Suprema Corte não são responsabilidade dos delegados de Polícia Federal, nem dentro, nem fora da polícia”. “Talvez demonizá-los seja apenas o caminho mais fácil para tirar o foco dos problemas que realmente merecem solução”, acrescentou.
Procurada pela coluna, a Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), outra entidade que representa a categoria, respondeu que a entidade “não concederá entrevistas ou fará pronunciamentos” sobre o assunto.
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Atualmente, há cinco delegados da PF em atuação no Supremo: um com o ministro Luiz Fux, dois com André Mendonça e outros dois com Alexandre de Moraes estes últimos, pivôs da mais recente turbulência que atinge a corte. Agora, caberá a Fachin, enquanto presidente do STF, avaliar se leva aos demais colegas a sugestão do decano.