Por que Augusto Cury conseguiu o que Caiado, Renan e Zema não conseguiram

A coluna ouviu o pequeno entorno do candidato do Avante para entender como eles avaliam o crescimento surpreendente do escritor nas pesquisas

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Augusto Cury se consolidou em terceiro lugar nas pesquisas (Nexus, Atlas e Quaest), atingindo 10% das intenções de voto para a Presidência da República.

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Ele conseguiu o que Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema não alcançaram na pré-campanha: chegar aos dois dígitos. Não é pouca coisa em uma eleição presidencial no Brasil.

Escritor e psiquiatra, Cury atraiu votos de eleitores independentes, indecisos e de pessoas que pretendiam votar nulo ou se abster.

A campanha afirma que ele “acendeu uma chama de esperança” contra a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Os amigos mais próximos de Cury que se filiou ao Avante para disputar a eleição, sem ter um grupo político tradicional ainda tentam entender o movimento e, claro, aproveitam o momento.

Duas avaliações principais podem ajudar a explicar o fenômeno Cury:

1. Notoriedade prévia

Antes de entrar na disputa, Cury já contava com milhões de seguidores, leitores, pacientes e clientes. Com o início da campanha, muitos dos que já o conheciam souberam de sua candidatura, gerando um apoio orgânico. A equipe se anima com essa tese porque, segundo as pesquisas, apenas 35% dos eleitores dizem conhecê-lo até o momento.

2. Sensação de novidade

O círculo próximo de Cury defende que ele é o único candidato totalmente externo à política, o que atrai um eleitorado cansado e sem esperança. Embora Renan Santos também seja visto como novidade, ele possui militância e histórico político ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL). Cury seria, portanto, um “outsider raiz”.

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Desde 2010, o candidato nutria o desejo de ingressar na política partidária, um projeto pessoal que antes enfrentava resistência da família, mas que agora conta com o entusiasmo do seu entorno diante dos resultados.

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