A avaliação do Planalto sobre as novas declarações de Vorcaro em depoimento ao STF
Em depoimento prestado na semana passada, o banqueiro disse que sofre intimidações, ameaças e tortura psicológica. Ele também ameaçou pessoas do "atual governo"
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As declarações do banqueiro Daniel Vorcaro em depoimento prestado na semana passada à equipe do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) foram recebidas com um misto de surpresa, estranhamento e temor pelo Palácio do Planalto. Vorcaro disse que, na prisão, tem sofrido intimidações, ameaças e tortura psicológica. Além disso, sem apresentar provas, declarou estar disposto a delatar pessoas “do atual governo”. O ex-dono do Banco Master afirmou, ainda, que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, trabalhou diretamente para barrar sua proposta de delação premiada. As informações sobre o depoimento foram publicadas pela revista Veja e pelo jornal O Estado de São Paulo.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram as declarações como “ameaças vazias” e como “tentativa de envolver o governo” na crise do Master com fins eleitorais — o objetivo, na leitura de integrantes do Planalto, seria impactar negativamente a campanha petista. Mas a avaliação vai além disso.
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Ainda que vejam com desconfiança as chances de o movimento resultar em algo concreto, há entre esses mesmos auxiliares o temor de que a narrativa amplie a percepção dos eleitores que já colocam na conta de Lula as relações mal explicadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. No Planalto, a avaliação é de que a avalanche de notícias negativas possa causar prejuízos à campanha. Além disso, outra consequência seria afetar a percepção dos indecisos, podem definir o resultado da corrida presidencial.