As associações que representaram os setores exportadores de proteína animal pediram ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério da Agricultura e Pecuária que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se envolva diretamente nas negociações para derrubar o veto europeu aos produtos brasileiros e ao sistema de cotas imposto pela China.
A avaliação no setor privado é de que os esforços técnicos do governo para reverter as decisões da União Europeia e dos chineses chegaram ao limite e que agora é preciso que haja uma negociação política de alto nível que envolva diretamente o o presidente. O pedido é para que o Lula procure a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente da China, Xi Jinping, para acelerar as tratativas.
Leia Mais
No caso da União Europeia, a partir de 3 de setembro o bloco deixará de comprar produtos brasileiros de origem animal. Um documento publicado pelos europeus no início de junho justifica o bloqueio: diz que o Brasil foi excluído da lista de produtores aptos a exportar para a região por não ter apresentado as informações necessárias para comprovar que sua produção atende às exigências sobre o uso de antimicrobianos destinados ao tratamento e à prevenção de infecções em animais.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
As restrições da China são de outra ordem. O governo de Pequim criou um regime de cotas para a compra de carne de vários países e, nessa leva, o Ministério do Comércio determinou que o limite total de importações neste ano seja de 2,7 milhões de toneladas. A maior cota dentro desse limite, de 41,1% (1,1 milhão de toneladas), é destinada ao Brasil. O problema é que esse limite já foi alcançado em julho. A partir do teto, a decisão dos chineses estipula uma taxação de 55% aos exportadores.
