Lula chama Trump de "amigo" e reafirma envio de dados sobre desmatamento
Ação visa responder alegações de que o Brasil seria sobretaxado por ser conivente ao desmatamento
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou neste sábado (8/8) o envio de dados que apontam redução no desmatamento no Brasil para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de responder alegações de que exportações brasileiras aos EUA seriam sobretaxadas sob a justificativa de que o Executivo Federal seria conivente a cortes e queimadas de área verde. "Faço questão de mandar a fotografia com o números (de redução do desmatamento) a Trump porque um dos motivos do tarifaço contra o Brasil é o de que não cuidávamos do desmatamento", afirmou Lula.
As informações comentadas por ele tratam-se de dados divulgados ontem (7/8), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram redução no desmatamentos nos biomas Amazônia, Cerrado, Pampas, Caatinga e Mata Atlântica.
"Quero preparar números e mandar para o amigo Trump para ele saber que quem informou a ele não informou sobre a verdade", justificou Lula. Ao afirmar que o presidente dos EUA não teria tido acesso à verdade sobre o desmatamento no Brasil, Lula atacou indiretamente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
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Nesta sexta-feira (7), o líder brasileiro citou nominalmente Rubio para chamá-lo de "bolsonarista" e dizer que ele "odeia o Brasil e a América Latina". "Eu disse a (Donald) Trump (presidente dos Estados Unidos) que esse moço (Rubio) odeia o Brasil, odeia Cuba, odeia a Colômbia, ele odeia a América Latina", disse.
Quedas no desmatamento
As informações mostram quedas — entre 2024 e 2025 — no desmatamento de biomas como a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pantanal.
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No índice Prodes, feito calculado um vez por ano pelo Inpe via monitorização espacial, as taxas são:
- Caatinga: - 34,3%
- Cerrado: - 11,5%
- Pantanal: - 65,4%
- Amazônia: - 15,8%
- Mata Atlântica: - 15,32%