Os estados onde a eleição para governador pode ser decidida já no primeiro turno
Nada menos que 15 das 27 unidades da federação têm chances reais de resolver a disputa para o cargo de governador ainda no dia 4 de outubro
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A eleição para governador pode terminar já no primeiro turno em boa parte do país. Levantamento do PlatôBR com base nas principais e mais recentes pesquisas de intenção de voto aponta que 15 dos 27 estados têm, hoje, uma chance real de definição ainda no primeiro domingo de outubro.
Para vencer em primeiro turno, um candidato precisa obter necessariamente mais da metade dos votos válidos. Na prática, isso pode acontecer de duas maneiras: quando um candidato abre uma vantagem muito grande sobre os adversários ou quando a disputa fica tão concentrada em dois nomes que um deles consegue superar a marca necessária. Entre os estados com cenários mais consolidados estão Roraima, Amapá, Piauí e Santa Catarina.
Arthur Henrique (PL) aparece com chances de vencer o atual governador de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), já no dia 4 de outubro. O mesmo acontece no Amapá, com o candidato à reeleição Clécio Luís (União Brasil) correndo risco de ser derrotado de imediato por Dr. Furlan (PSD). No Piauí e em Santa Catarina, Rafael Fonteles (PT) e Jorginho Mello (PL), respectivamente, estão em posição bastante confortável para garantir a reeleição, de acordo com as pesquisas.
Nos maiores colégios eleitorais, a eleição para governador também pode acabar no primeiro turno. Em São Paulo, estado com o maior número de eleitores do país, Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém vantagem significativa sobre Fernando Haddad (PT). No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com folga a corrida. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece bastante à frente dos adversários, mas ainda não alcança, ao menos nas pesquisas, mais da metade dos votos válidos.
Polarização
Nos estados do Mato Grosso do Sul, Maranhão e Goiás as chances de vitória no primeiro turno também são grandes. O governador sul-matogrossense Eduardo Riedel (PP) abriu distância significativa para Fábio Trad (PT), enquanto Daniel Vilela (MDB), que assumiu a cadeira do agora presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), pontua bem mais que Marconi Perillo (PSDB). No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) tem chances reais de vencer Orleans Brandão (MDB).
Em Alagoas, Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco, a polarização pode sacramentar vitórias ainda em primeiro turno. Isso porque os dois favoritos concentram grande parte das intenções de voto, diminuindo o espaço para uma terceira via. Nesse cenário, a disputa voto a voto entre os principais postulantes funciona como um “segundo turno antecipado”, em que o eleitorado fica concentrado nos dois nomes com melhor desempenho nas pesquisas.
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Em Alagoas, por exemplo, Renan Filho (MDB) e João Henrique Caldas (PSDB) protagonizam uma disputa apertada, mas ambos pontuam acima dos 40%. O mesmo ocorre em Pernambuco, com Raquel Lyra (PSD) tendo ligeira vantagem sobre João Campos (PSB), e na Bahia, com ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) praticamente empatados. Já no Ceará, Ciro Gomes (PSDB) aparece à frente, embora por pouco, de Eliano de Freitas (PT). No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) é quem lidera, com pouca margem para Dr. Daniel (Podemos). O levantamento para esta reportagem levou em consideração pesquisas do Datafolha, da Quaest e do Real Time Big Data.