As três prioridades do governo para o esforço concentrado do Congresso

A lista é encabeçada pela MP que extingue a chamada "taxa das blusinhas", mas também tem a proposta que acaba com a jornada de trabalho de seis dias semanais

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O governo aponta como sua principal prioridade no esforço concentrado do Congresso Nacional na próxima semana a aprovação da medida provisória que acaba com cobrança do imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tema deve avançar com agilidade no Senado. Em razão do apelo popular que o tema tem, o petista, que disputa a reeleição, espera faturar eleitoralmente a decisão.

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A comissão mista da MP elegeu nesta sexta-feira, 28, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como presidente. A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi designada relatora. Segundo ela, o relatório será apresentado já na próxima segunda-feira, 31, e será favorável à extinção da taxa. A segunda prioridade do governo, vista também como um ativo eleitoral importante para Lula, é fazer com que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 avance na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Os mais otimistas no Palácio do Planalto avaliam que há boa vontade do presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que o texto passe. O gesto de Alcolumbre de pautar a PEC veio depois de ele se reaproximar de Lula. Os dois passaram meses com a relação estremecida. A boa vontade do presidente do Senado, porém, tende a ser cobrada. Alcolumbre espera alguns gestos de Lula. Por exemplo, em caso de reeleição do petista, pretende indicar um novo nome para presidir o Banco do Brasil.

PEC da Segurança
Outro assunto de interesse do governo que entrará na pauta do Congresso durante o esforço concentrado é a PEC da Segurança Pública. Caso o texto receba o aval dos senadores, Lula deve editar nos dias seguintes uma MP para recriar o Ministério da Segurança Pública. Como mostrou o PlatôBR, são cotados para o cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Chico Lucas, e o atual presidente do Consesp (Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública), Jean Francisco Bezerra Nunes, secretário de Segurança Pública da Paraíba.

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Andrei perdeu algumas posições na bolsa de apostas, mas caso seja escolhido ministro da Segurança Pública, o mais cotado para assumir seu lugar no comando da PF é o atual diretor-executivo do órgão, William Marcel Murad. Ele tem relações estreitas com Rodrigues. O outro cotado para o comando da PF é o atual diretor de Proteção à Pessoa do órgão, Alexsander Castro de Oliveira. Na campanha de 2022, ele trabalhou na segurança pessoal de Lula, junto com o próprio Andrei Rodrigues. Já no início do governo, foi chefe da Secretaria Extraordinário de Segurança Imediata do Presidente da República e, como tal, se aproximou ainda mais do próprio presidente e também da primeira-dama, Janja da Silva.

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